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O Atlantismo e o Europeísmo de Portugal no século XXI

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Portugal é considerado simultaneamente um país europeu, com principal presença na União Europeia e também um país Atlântico, especialmente com uma maior presença na NATO. Além disto, tem também havido um aumento a nível multilateral, integrando-se em várias organizações, sendo uma delas as Nações Unidas, que tem como objetivo principal alcançar o bem comum à escala global. Sendo assim, esta dissertação analisa a relação externa de Portugal com diversos países, sendo possível mostrar de que maneira estas relações o afetam e como este país se posiciona perante determinados obstáculos, como por exemplo, o Brexit e a Administração de Trump, para conseguir defender não só a identidade Atlântica, mas também europeia (Levy, 2008). Assim, o principal objetivo desta dissertação é responder à seguinte pergunta de investigação: “Como é que a dimensão atlântica e a dimensão europeísta moldaram a Política Externa de Portugal durante o período de 2015 a 2022?”. Para atingir o objetivo proposto e reforçar a novidade científica desta investigação irá ser apresentada uma revisão bibliográfica extensiva, que abordará os três vetores principais da política externa portuguesa (Galito, 2019). Os vetores que têm maior peso em Portugal e que vão ser o foco no decorrer deste trabalho são: a Europa, o Atlântico e o Multilateralismo, que serão analisados sob a lente teórica realista. Estes estão interligados e são indispensáveis para se conseguir responder à pergunta de investigação. A atual política externa portuguesa, através de alianças bilaterais e multilaterais, consegue contribuir para salvaguardar o país como independente no quadro europeu. Para Portugal, a Europa é a sua prioridade, uma vez que esta é o seu espaço de afirmação, contudo, por outro lado, o Atlântico assegura-lhe uma certa profundidade estratégica que não conseguiria ter sem ele. Ou seja, devido à sua posição geográfica (esta proximidade ao Atlântico), Portugal sempre teve acesso a benefícios, como por exemplo, maior facilidade do comércio marítimo com outros países à volta do mundo, conseguindo também atrair significativos investimentos externos e ainda a capacidade de criar e manter alianças com relevância (por exemplo, a Aliança Luso-Britânica) que teve repercussões positivas a nível da cooperação e proteção económica, militar e social. Por isto, mesmo optando pela integração europeia, nunca perdeu a conexão transatlântica (Silva, 2019).
Autores principais:Cardoso, Carolina Alexandra Tavares
Assunto:Portugal Europa Atlântico Multilateralismo Realismo Europe Atlantic Multilateralism Realism
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Portugal é considerado simultaneamente um país europeu, com principal presença na União Europeia e também um país Atlântico, especialmente com uma maior presença na NATO. Além disto, tem também havido um aumento a nível multilateral, integrando-se em várias organizações, sendo uma delas as Nações Unidas, que tem como objetivo principal alcançar o bem comum à escala global. Sendo assim, esta dissertação analisa a relação externa de Portugal com diversos países, sendo possível mostrar de que maneira estas relações o afetam e como este país se posiciona perante determinados obstáculos, como por exemplo, o Brexit e a Administração de Trump, para conseguir defender não só a identidade Atlântica, mas também europeia (Levy, 2008). Assim, o principal objetivo desta dissertação é responder à seguinte pergunta de investigação: “Como é que a dimensão atlântica e a dimensão europeísta moldaram a Política Externa de Portugal durante o período de 2015 a 2022?”. Para atingir o objetivo proposto e reforçar a novidade científica desta investigação irá ser apresentada uma revisão bibliográfica extensiva, que abordará os três vetores principais da política externa portuguesa (Galito, 2019). Os vetores que têm maior peso em Portugal e que vão ser o foco no decorrer deste trabalho são: a Europa, o Atlântico e o Multilateralismo, que serão analisados sob a lente teórica realista. Estes estão interligados e são indispensáveis para se conseguir responder à pergunta de investigação. A atual política externa portuguesa, através de alianças bilaterais e multilaterais, consegue contribuir para salvaguardar o país como independente no quadro europeu. Para Portugal, a Europa é a sua prioridade, uma vez que esta é o seu espaço de afirmação, contudo, por outro lado, o Atlântico assegura-lhe uma certa profundidade estratégica que não conseguiria ter sem ele. Ou seja, devido à sua posição geográfica (esta proximidade ao Atlântico), Portugal sempre teve acesso a benefícios, como por exemplo, maior facilidade do comércio marítimo com outros países à volta do mundo, conseguindo também atrair significativos investimentos externos e ainda a capacidade de criar e manter alianças com relevância (por exemplo, a Aliança Luso-Britânica) que teve repercussões positivas a nível da cooperação e proteção económica, militar e social. Por isto, mesmo optando pela integração europeia, nunca perdeu a conexão transatlântica (Silva, 2019).