Publicação
Sphingolipid and acylcarnitine analysis in locally advanced rectal cancer
| Resumo: | O cancro colorretal (CCR) é um problema de saúde pública devido à sua morbilidade e mortalidade e o diagnóstico deste num estadio avançado geralmente está relacionado com um mau prognóstico, principalmente no cancro do reto. O tratamento do cancro do reto localmente avançado (LARC) baseia-se na quimiorradioterapia neoadjuvante (nCRT) e na cirurgia curativa. No entanto, a sobrevivência depende da resposta à nCRT, que é variável e depende do grau de senescência/apoptose das células cancerígenas, mediado por processos metabólicos ainda mal compreendidos. Os esfingolípidos e as acilcarnitinas demonstraram serem possíveis biomarcadores para o diagnóstico do CCR em fases iniciais devido ao seu envolvimento em processos biológicos associados a células cancerígenas, tais como proliferação, apoptose, crescimento celular e metástase. Assim, este trabalho teve como objetivo estabelecer as anomalias metabólicas associadas ao LARC como fatores de previsão no desenvolvimento/agressividade do tumor e na resposta/resistência do tumor à nCRT. A abordagem analítica incluiu a quantificação de esfingolípidos, esfingosina-1-fosfato (S1P), esfingomielina (SM) e glucosilceramida (GlcCer), e de acilcarnitinas por cromatografia líquida acoplada à espetrometria de massa de triplo quadrupolo (LC-MS/MS) em 31 dadores saudáveis e 85 doentes com CRC para a análise de esfingolípidos, e 41 dadores saudáveis e 101 doentes com CRC para a análise de acilcarnitinas. Os resultados mostraram que S1P estava presente em níveis mais baixos em todos os momentos. Pelo contrário, a SM apresenta níveis mais elevados em todos os momentos, quando comparada com as amostras de controlo. A S1P apresentou uma variação significativa entre os estadios TNM, sendo que as SM apresentam uma tendência de aumento do estadio 1 para o estadio 3, com uma diminuição no estadio 4. Quanto ao perfil de acilcarnitinas, os níveis de AcylC C2, C3DC, C4-OH, C12:1, C4 e C10:1 estavam significativamente aumentados nos doentes com CRC, enquanto os níveis de AcylC C6DC, C14:2, C18, C18:2 e C18-OH estavam significativamente diminuídos nos doentes com CRC. A análise estatística mostrou que o S1P pode ser um bom biomarcador para a identificação do cancro colorretal. Para além disso, SM, AcylC C4, C10:1 e C18:2 podem ser biomarcadores aceitáveis para esta doença. |
|---|---|
| Autores principais: | Leite, Nuno Filipe Campelos |
| Assunto: | Esfingolípidos Acilcarnitinas Cancro colorretal LC-MS/MS Biomarcador Esfingosina-1-Fosfato Glucosilceramida Esfingomielina Sphingolipids Acylcarnitines Colorectal cancer Biomarker Sphingosine-1-Phosphate Glucosylceramide Sphingomyelin |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O cancro colorretal (CCR) é um problema de saúde pública devido à sua morbilidade e mortalidade e o diagnóstico deste num estadio avançado geralmente está relacionado com um mau prognóstico, principalmente no cancro do reto. O tratamento do cancro do reto localmente avançado (LARC) baseia-se na quimiorradioterapia neoadjuvante (nCRT) e na cirurgia curativa. No entanto, a sobrevivência depende da resposta à nCRT, que é variável e depende do grau de senescência/apoptose das células cancerígenas, mediado por processos metabólicos ainda mal compreendidos. Os esfingolípidos e as acilcarnitinas demonstraram serem possíveis biomarcadores para o diagnóstico do CCR em fases iniciais devido ao seu envolvimento em processos biológicos associados a células cancerígenas, tais como proliferação, apoptose, crescimento celular e metástase. Assim, este trabalho teve como objetivo estabelecer as anomalias metabólicas associadas ao LARC como fatores de previsão no desenvolvimento/agressividade do tumor e na resposta/resistência do tumor à nCRT. A abordagem analítica incluiu a quantificação de esfingolípidos, esfingosina-1-fosfato (S1P), esfingomielina (SM) e glucosilceramida (GlcCer), e de acilcarnitinas por cromatografia líquida acoplada à espetrometria de massa de triplo quadrupolo (LC-MS/MS) em 31 dadores saudáveis e 85 doentes com CRC para a análise de esfingolípidos, e 41 dadores saudáveis e 101 doentes com CRC para a análise de acilcarnitinas. Os resultados mostraram que S1P estava presente em níveis mais baixos em todos os momentos. Pelo contrário, a SM apresenta níveis mais elevados em todos os momentos, quando comparada com as amostras de controlo. A S1P apresentou uma variação significativa entre os estadios TNM, sendo que as SM apresentam uma tendência de aumento do estadio 1 para o estadio 3, com uma diminuição no estadio 4. Quanto ao perfil de acilcarnitinas, os níveis de AcylC C2, C3DC, C4-OH, C12:1, C4 e C10:1 estavam significativamente aumentados nos doentes com CRC, enquanto os níveis de AcylC C6DC, C14:2, C18, C18:2 e C18-OH estavam significativamente diminuídos nos doentes com CRC. A análise estatística mostrou que o S1P pode ser um bom biomarcador para a identificação do cancro colorretal. Para além disso, SM, AcylC C4, C10:1 e C18:2 podem ser biomarcadores aceitáveis para esta doença. |
|---|