Publicação
Efeitos tóxicos de amostras de própolis português: potencial antioxidante e atividades biológicas de extratos e misturas
| Resumo: | O própolis, também conhecido por “cola de abelha”, é uma mistura complexa produzida por abelhas, a partir de flores, rebentos foliares e exsudados de plantas. Tem sido usado pelo Homem desde a antiguidade (3000 a.C.), por diferentes civilizações, estando atualmente descritas várias propriedades biológicas e farmacológicas, nomeadamente, antimicrobiana, antioxidante, antitumoral entre outras. Sendo considerado uma das misturas mais heterogéneas produzidas por seres vivos, as características e a composição química do própolis variam de local para local, dependendo da raça das abelhas, da biodiversidade vegetal da região e da estação do ano, tornando a padronização da composição química e classificação quanto às suas propriedades um desafio quando se tem em vista a comercialização deste produto natural. Com este trabalho pretendeu-se construir uma base de dados de extratos etanólicos e nhexano de amostras de própolis portuguesas estudadas ao longo dos anos 2008 e 2013 pelo grupo de investigação em própolis do Departamento de Biologia da UMinho, organizados por eficiências de atividades biológicas específicas e por eficiência de bioatividade global. Após seleção de alguns extratos etanólicos (EE) mais bioativos e menos bioativos e preparação de misturas binárias, estudou-se o seu potencial antioxidante por voltametria cíclica, propriedades antimicrobianas pelo método de diluição em placa e fitotóxicas por efeitos no crescimento de plantas in vitro. Um estudo preliminar de avaliação de eventuais efeitos sinergísticos/ antagonísticos entre os EE e antibióticos comerciais foi também realizado. Relativamente à atividade antimicrobiana concluiu-se que os extratos/misturas de extratos etanólicos são mais ativos contra leveduras que contra bactérias e as Gram-positivas apresentam uma maior sensibilidade que as Gram-negativas. Vislumbrou-se ainda a possibilidade de combinação com antibióticos comerciais de modo a diminuir a sua dosagem. A voltametria mostrou que existem extratos com uma capacidade antioxidante elevada, e que, alguns extratos, embora com menor capacidade, possuem compostos que se oxidam mais facilmente. Relativamente aos efeitos fitotóxicos, alguns extratos/misturas exerceram uma dramática inibição do crescimento radicular sendo a raiz um órgão muito sensível. Este trabalho revelou que a combinação de amostras distintas é uma abordagem valiosa para a identificação de novas bioatividades, como também de potenciar atividades biológicas já reconhecidas, abrindo a possibilidade de criação de produtos de interesse comercial com propriedades específicas para utilização humana. |
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| Autores principais: | Oliveira, Tânia Isabel Fernandes de |
| Assunto: | Engenharia e Tecnologia::Outras Engenharias e Tecnologias |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O própolis, também conhecido por “cola de abelha”, é uma mistura complexa produzida por abelhas, a partir de flores, rebentos foliares e exsudados de plantas. Tem sido usado pelo Homem desde a antiguidade (3000 a.C.), por diferentes civilizações, estando atualmente descritas várias propriedades biológicas e farmacológicas, nomeadamente, antimicrobiana, antioxidante, antitumoral entre outras. Sendo considerado uma das misturas mais heterogéneas produzidas por seres vivos, as características e a composição química do própolis variam de local para local, dependendo da raça das abelhas, da biodiversidade vegetal da região e da estação do ano, tornando a padronização da composição química e classificação quanto às suas propriedades um desafio quando se tem em vista a comercialização deste produto natural. Com este trabalho pretendeu-se construir uma base de dados de extratos etanólicos e nhexano de amostras de própolis portuguesas estudadas ao longo dos anos 2008 e 2013 pelo grupo de investigação em própolis do Departamento de Biologia da UMinho, organizados por eficiências de atividades biológicas específicas e por eficiência de bioatividade global. Após seleção de alguns extratos etanólicos (EE) mais bioativos e menos bioativos e preparação de misturas binárias, estudou-se o seu potencial antioxidante por voltametria cíclica, propriedades antimicrobianas pelo método de diluição em placa e fitotóxicas por efeitos no crescimento de plantas in vitro. Um estudo preliminar de avaliação de eventuais efeitos sinergísticos/ antagonísticos entre os EE e antibióticos comerciais foi também realizado. Relativamente à atividade antimicrobiana concluiu-se que os extratos/misturas de extratos etanólicos são mais ativos contra leveduras que contra bactérias e as Gram-positivas apresentam uma maior sensibilidade que as Gram-negativas. Vislumbrou-se ainda a possibilidade de combinação com antibióticos comerciais de modo a diminuir a sua dosagem. A voltametria mostrou que existem extratos com uma capacidade antioxidante elevada, e que, alguns extratos, embora com menor capacidade, possuem compostos que se oxidam mais facilmente. Relativamente aos efeitos fitotóxicos, alguns extratos/misturas exerceram uma dramática inibição do crescimento radicular sendo a raiz um órgão muito sensível. Este trabalho revelou que a combinação de amostras distintas é uma abordagem valiosa para a identificação de novas bioatividades, como também de potenciar atividades biológicas já reconhecidas, abrindo a possibilidade de criação de produtos de interesse comercial com propriedades específicas para utilização humana. |
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