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Facetas da literacia: processos de construção do sujeito letrado

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Partindo-se de um entendimento de literacia como prática socialmente situada que implica quer a manipulação da palavra escrita, quer comportamentos, valores, crenças, e saberes sobre o que pode ser dito e feito, como e com que “acessórios”, num domínio de prática particular, discutem-se, neste texto, algumas estratégias que, no âmbito da leitura realizada na escola, têm por função assegurar uma dada configuração da literacia e do sujeito que aí é reconhecido como letrado. Para além das estratégias discursivas que, na aula de língua portuguesa e em manuais escolares, conformam as características do leitor legítimo, discutem-se as representações de leitura e de leitor veiculadas pelos textos antologiados num corpus de manuais escolares. Entre as principais conclusões, destaca-se a visão restrita das funções sociais da leitura bem assim como do papel do leitor, construído que é numa prática de aceitação daquilo que uma voz com autoridade define como a prática de leitura que conta naquele contexto.
Autores principais:Dionísio, Maria de Lourdes
Assunto:Literacia Discurso da aula Manuais escolares Português
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Partindo-se de um entendimento de literacia como prática socialmente situada que implica quer a manipulação da palavra escrita, quer comportamentos, valores, crenças, e saberes sobre o que pode ser dito e feito, como e com que “acessórios”, num domínio de prática particular, discutem-se, neste texto, algumas estratégias que, no âmbito da leitura realizada na escola, têm por função assegurar uma dada configuração da literacia e do sujeito que aí é reconhecido como letrado. Para além das estratégias discursivas que, na aula de língua portuguesa e em manuais escolares, conformam as características do leitor legítimo, discutem-se as representações de leitura e de leitor veiculadas pelos textos antologiados num corpus de manuais escolares. Entre as principais conclusões, destaca-se a visão restrita das funções sociais da leitura bem assim como do papel do leitor, construído que é numa prática de aceitação daquilo que uma voz com autoridade define como a prática de leitura que conta naquele contexto.