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Economias de escala e de gama no processo de intermediação bancária : um estudo da eficiência produtiva no sector bancário português

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo pretende analisar a existência de economias de escala e de gama e o nível de eficiência produtiva sobre os custos bancários, dos bancos a atuar no sistema bancário português entre 2002 e 2012. A definição da empresa bancária é elaborada através da abordagem adotada, produção ou intermediação. Neste trabalho optou-se por esta última corrente, significando que a variável explicada inclui os custos financeiros, para além dos custos operacionais e pelo seu carácter multi-produto recorreu-se à função custo Translog. A amostra corresponde a onze bancos que operavam em Portugal a 31 de Dezembro, entre 2002 e 2012, base não consolidada com uma estrutura de dados em painel. Neste modelo, os bancos utilizam os ativos físicos e os colaboradores para atraírem depósitos, estes por sua vez, são a principal fonte de financiamento para a atividade bancária na concessão de crédito e de aplicações em títulos. A estimação das economias de escala permite concluir que existem economias de escala no sector bancário português. Quanto à existência de economias de gama, dos resultados empíricos pode concluir-se que a diminuição dos custos não está associada à diversificação, pois os resultados mostram a não existência de economias de gama. A análise da eficiência produtiva é realizada através de uma fronteira estocástica. Esta consiste na capacidade de evitar desperdícios na produção, isto é, produzir a mesma quantidade de outputs com menos inputs ou produzir mais com a mesma quantidade de inputs. Os resultados obtidos revelam que o conjunto de bancos da amostra é muito eficiente na utilização dos seus recursos, pois apresenta uma eficiência produtiva média de 90,92%, revelando desta forma, que os bancos a atuar em Portugal utilizam a mais 9,08% dos seus recursos reais.
Autores principais:Teixeira, Elisabete Ribeiro
Assunto:Economias de escala Economias de gama Eficiência-X Função custo Economies of scale Economies of scope X-efficiency Cost function Ciências Sociais::Economia e Gestão
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O presente estudo pretende analisar a existência de economias de escala e de gama e o nível de eficiência produtiva sobre os custos bancários, dos bancos a atuar no sistema bancário português entre 2002 e 2012. A definição da empresa bancária é elaborada através da abordagem adotada, produção ou intermediação. Neste trabalho optou-se por esta última corrente, significando que a variável explicada inclui os custos financeiros, para além dos custos operacionais e pelo seu carácter multi-produto recorreu-se à função custo Translog. A amostra corresponde a onze bancos que operavam em Portugal a 31 de Dezembro, entre 2002 e 2012, base não consolidada com uma estrutura de dados em painel. Neste modelo, os bancos utilizam os ativos físicos e os colaboradores para atraírem depósitos, estes por sua vez, são a principal fonte de financiamento para a atividade bancária na concessão de crédito e de aplicações em títulos. A estimação das economias de escala permite concluir que existem economias de escala no sector bancário português. Quanto à existência de economias de gama, dos resultados empíricos pode concluir-se que a diminuição dos custos não está associada à diversificação, pois os resultados mostram a não existência de economias de gama. A análise da eficiência produtiva é realizada através de uma fronteira estocástica. Esta consiste na capacidade de evitar desperdícios na produção, isto é, produzir a mesma quantidade de outputs com menos inputs ou produzir mais com a mesma quantidade de inputs. Os resultados obtidos revelam que o conjunto de bancos da amostra é muito eficiente na utilização dos seus recursos, pois apresenta uma eficiência produtiva média de 90,92%, revelando desta forma, que os bancos a atuar em Portugal utilizam a mais 9,08% dos seus recursos reais.