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A biologia e a matemática vistas com as mãos e com os olhos através do croché

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O croché, a arte de puxar laçadas de fio através de loops com a ajuda de uma agulha em gancho, é uma técnica muito promissora no desenvolvimento de competências e na transmissão de conceitos. Por um lado, permite o aperfeiçoamento da motricidade fina, bem como da flexibilidade de raciocínio e do pensamento lógico. Por outro, viabiliza a construção de modelos tridimensionais manipuláveis, representativos de conceitos em diversas áreas científicas como a Biologia e a Matemática. Talvez o caso mais icónico seja o da criação de modelos físicos de espaços hiperbólicos, avançado pela primeira vez por Daina Taimina, em 1997 (1). É, até hoje, a única técnica capaz de representar, a três dimensões, as propriedades da geometria hiperbólica patente no mundo vivo, por exemplo, no padrão de crescimento dos corais e de diversas plantas. Foi, inspirando-se neste trabalho, que o projecto STOL – Science Through Our Lives, recriou um recife de corais em croché denominado “Ponto a Ponto Enche a Ciência o Espaço” (2), numa lógica WIP (Work in Progress), que já pôde ser visto em diversos locais do país e que está associado a uma oficina de carácter hands on. Mais recentemente, a equipa STOL produziu, em croché, modelos de plantas – fractal, por exemplo fetos, que estão a ser usados para transmitir conceitos matemáticos de geometria fractal e auto-semelhança, na oficina ’Matemática das Plantas’ proposta pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa (MUHNAC) que, a partir do seu património único (3) no centro da cidade, integra estratégias participativas na sua oferta educativa. Recorrendo a uma pedagogia baseada em hands on, surge o questionamento: o que dizem estes crochés curiosos? As metodologias de Aprendizagem Activa no Ensino das Ciências – IBSE (Inquiry Based Science Education) - explicam porque é importante questionar (4). A partir de estruturas naturais do jardim e outros objectos como os produzidos no âmbito desta parceria feliz entre o STOL e o MUHNAC, quer-se levar o participante a questionar aspectos da Matemática e da Biologia.
Autores principais:Duarte, João
Outros Autores:Forjaz, Maria Antónia; Almeida, M. J.; Maciel, Marina; Almeida Aguiar, Cristina; Nobre, Alexandra
Assunto:Biologia Matemática Modelos Croché Ciências Naturais::Matemáticas Ciências Naturais::Ciências Biológicas Ciências Naturais::Outras Ciências Naturais Ciências Sociais::Ciências da Educação Ciências Sociais::Outras Ciências Sociais
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:outro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O croché, a arte de puxar laçadas de fio através de loops com a ajuda de uma agulha em gancho, é uma técnica muito promissora no desenvolvimento de competências e na transmissão de conceitos. Por um lado, permite o aperfeiçoamento da motricidade fina, bem como da flexibilidade de raciocínio e do pensamento lógico. Por outro, viabiliza a construção de modelos tridimensionais manipuláveis, representativos de conceitos em diversas áreas científicas como a Biologia e a Matemática. Talvez o caso mais icónico seja o da criação de modelos físicos de espaços hiperbólicos, avançado pela primeira vez por Daina Taimina, em 1997 (1). É, até hoje, a única técnica capaz de representar, a três dimensões, as propriedades da geometria hiperbólica patente no mundo vivo, por exemplo, no padrão de crescimento dos corais e de diversas plantas. Foi, inspirando-se neste trabalho, que o projecto STOL – Science Through Our Lives, recriou um recife de corais em croché denominado “Ponto a Ponto Enche a Ciência o Espaço” (2), numa lógica WIP (Work in Progress), que já pôde ser visto em diversos locais do país e que está associado a uma oficina de carácter hands on. Mais recentemente, a equipa STOL produziu, em croché, modelos de plantas – fractal, por exemplo fetos, que estão a ser usados para transmitir conceitos matemáticos de geometria fractal e auto-semelhança, na oficina ’Matemática das Plantas’ proposta pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa (MUHNAC) que, a partir do seu património único (3) no centro da cidade, integra estratégias participativas na sua oferta educativa. Recorrendo a uma pedagogia baseada em hands on, surge o questionamento: o que dizem estes crochés curiosos? As metodologias de Aprendizagem Activa no Ensino das Ciências – IBSE (Inquiry Based Science Education) - explicam porque é importante questionar (4). A partir de estruturas naturais do jardim e outros objectos como os produzidos no âmbito desta parceria feliz entre o STOL e o MUHNAC, quer-se levar o participante a questionar aspectos da Matemática e da Biologia.