Publicação
Da crisálida à borboleta: uma metáfora sobre a liberdade de brincar e se movimentar no mundo da vida da criança
| Resumo: | O texto é uma metáfora da infância como crisalida que auto germina a criança-borboleta. Parte do reconhecimento do livre brincar e se movimentar como ações manentes ao mundo da vida da criança que cresce com autonomia e metamorfoseia-se. As crianças sabem o que precisam e necessitam apenas do auxílio dos adultos para seguir adianta na sua luta pela sobrevivência, pois brincar e se movimentar promovem as condições necessárias para que elas estabeleçam um diálogo profícuo com o mundo realizando experiências significativas. As escolas de educação infantil têm o papel de promover tempos e espaços articulados para ouvi-las e considerar respeitosamente seus desejos e interesses, ao invés de suprimir a liberdade para brincar imputando rotinas estafantes. Assim como a crisálida que morre para vida à borboleta, a criança no seu estado de pupa é frustrada em suas ações por adultos que não permitem que façam escolhas, silenciando-as, castrando-as e esgotando-as com atividades, o que Kunz & Simon (2014) chamam de Lebensentzug (extração da vida sem morrer). Os adultos planeiam a infância por etapas a serem vencidas com demandas pré-concebidas como metas a serem atingidas, orientadas predominantemente por abordagens desenvolvimentistas e cognitivistas. Passagens concluídas com êxito são festejadas pelos adultos como o fechamento de um ciclo que abre portas para novas e complexas habilidades a ser adquiridas e as crianças que não se ajustam ao previsto são consideradas problemáticas. As crianças precisam descobrir o mundo por si mesmas de modo livre e criativo, libertas da coerção dos adultos. Que as crianças germinem e respirem por si mesmas para habitar como borboletas esvoaçantes os jardins-de-infância como territórios férteis que cultivam borboletas curiosas que irão fecundar inúmeras flores pelo mundo afora. A alegria das crianças fecunda o mundo com magia e este é o pólen que irá, pelo vento e pelas patas das borboletas, semear e fazer brotar um mundo melhor. |
|---|---|
| Autores principais: | Kunh, Roselaine |
| Outros Autores: | Cunha, António Camilo |
| Assunto: | Crianças-borboletas Brincar e se movimentar Educação de infância Onto-fenomenologia Ciências Sociais::Ciências da Educação |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O texto é uma metáfora da infância como crisalida que auto germina a criança-borboleta. Parte do reconhecimento do livre brincar e se movimentar como ações manentes ao mundo da vida da criança que cresce com autonomia e metamorfoseia-se. As crianças sabem o que precisam e necessitam apenas do auxílio dos adultos para seguir adianta na sua luta pela sobrevivência, pois brincar e se movimentar promovem as condições necessárias para que elas estabeleçam um diálogo profícuo com o mundo realizando experiências significativas. As escolas de educação infantil têm o papel de promover tempos e espaços articulados para ouvi-las e considerar respeitosamente seus desejos e interesses, ao invés de suprimir a liberdade para brincar imputando rotinas estafantes. Assim como a crisálida que morre para vida à borboleta, a criança no seu estado de pupa é frustrada em suas ações por adultos que não permitem que façam escolhas, silenciando-as, castrando-as e esgotando-as com atividades, o que Kunz & Simon (2014) chamam de Lebensentzug (extração da vida sem morrer). Os adultos planeiam a infância por etapas a serem vencidas com demandas pré-concebidas como metas a serem atingidas, orientadas predominantemente por abordagens desenvolvimentistas e cognitivistas. Passagens concluídas com êxito são festejadas pelos adultos como o fechamento de um ciclo que abre portas para novas e complexas habilidades a ser adquiridas e as crianças que não se ajustam ao previsto são consideradas problemáticas. As crianças precisam descobrir o mundo por si mesmas de modo livre e criativo, libertas da coerção dos adultos. Que as crianças germinem e respirem por si mesmas para habitar como borboletas esvoaçantes os jardins-de-infância como territórios férteis que cultivam borboletas curiosas que irão fecundar inúmeras flores pelo mundo afora. A alegria das crianças fecunda o mundo com magia e este é o pólen que irá, pelo vento e pelas patas das borboletas, semear e fazer brotar um mundo melhor. |
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