Publicação
Educomunicador como agente de integração das tecnologias de informação e comunicação na escola
| Resumo: | O tema da pesquisa é a Educomunicação, entendida aqui como uma abordagem epistemológica voltada à promoção da atitude cidadã por meio do fortalecimento de ecossistemas abertos e democráticos (Soares, 2013). A questão a ser esclarecida é o papel das Práticas Pedagógicas Educomunicativas (PPE) na integração das diversas agências de formação no ecossistema do espaço institucional educativo. As PPE implicam o uso dos meios de comunicação social na aprendizagem e envolvem a educação, tecnologias e cultura escolar. Essas características nos permitem abordá-las enquanto especialidade da Tecnologia Educativa (Area, 2009), que é a ponte com a agência de formação midiaticotecnológica (Huergo, 2010). Por isso buscamos reforçar teoricamente os aspectos comunitários e de emancipação pessoal capazes de fortalecer as relações com a agência sociocomunicacional. Só assim o ecossistema educomunicativo onde se integram estas agências pode vir-a-ser sustentável. Iniciamos pela revisão de literatura que caracterizou a Educomunicação como uma Epistemologia do Sul (Santos, 2000, 2011), com viés comunitário e emancipatório; indicou a emergência de uma Teoria da Ação Educomunicativa como forma de adensar a abordagem; e aportou um método de diagnóstico com base na análise e intervenção da sociologia da comunicação. Nosso caminho metodológico foi o Estudo de Caso Qualitativo do Programa de Extensão Educom.Cine: Participação e Cidadania , realizado em 2015 pela Universidade do Estado de Santa Catarina. O programa ofertou oficinas de produção audiovisual no contraturno escolar para uma equipe formada por voluntários de organizações locais e estudantes do 7˚ ao 9˚ ano de uma escola municipal da cidade de Florianópolis/Brasil. Nesse campo de experiência com as PPE nossos objetivos foram: revisar a literatura sobre Educomunicação; refletir sobre as práticas; e inventariar o conhecimento coletivo dos participantes na proposição de novas ações. Os principais dados advieram da realização de dois grupos focais com estudantes e 15 entrevistas com profissionais envolvidos no programa. A análise foi realizada a partir das categorias sociais ontológicas do dispositivo sociocomunicacional de Vizer (2012). Nesse escopo, os resultados apontam como papel central das PPE a emancipação dos sujeitos como elos fundamentais de articulação das diversas agências de formação na escola. Outros papéis identificados foram a gestão de redes e canais que facultem espaço e voz aos atores sociais que, no contexto local, concebem práticas e produzem conhecimento (Freire & Guimarães, 2013). Num horizonte utópico, cada um seria um educomunicador co-responsável pela sustentabilidade do ecossistema educomunicativo da escola. |
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| Autores principais: | Martini, Rafael Gué |
| Assunto: | Educomunicação Práticas Pedagógicas Educomunicativas Epistemologias do Sul Audiovisual na Escola Educommunication Educommunication Pedagogical Practices Epistemologies of South Audiovisual in School |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O tema da pesquisa é a Educomunicação, entendida aqui como uma abordagem epistemológica voltada à promoção da atitude cidadã por meio do fortalecimento de ecossistemas abertos e democráticos (Soares, 2013). A questão a ser esclarecida é o papel das Práticas Pedagógicas Educomunicativas (PPE) na integração das diversas agências de formação no ecossistema do espaço institucional educativo. As PPE implicam o uso dos meios de comunicação social na aprendizagem e envolvem a educação, tecnologias e cultura escolar. Essas características nos permitem abordá-las enquanto especialidade da Tecnologia Educativa (Area, 2009), que é a ponte com a agência de formação midiaticotecnológica (Huergo, 2010). Por isso buscamos reforçar teoricamente os aspectos comunitários e de emancipação pessoal capazes de fortalecer as relações com a agência sociocomunicacional. Só assim o ecossistema educomunicativo onde se integram estas agências pode vir-a-ser sustentável. Iniciamos pela revisão de literatura que caracterizou a Educomunicação como uma Epistemologia do Sul (Santos, 2000, 2011), com viés comunitário e emancipatório; indicou a emergência de uma Teoria da Ação Educomunicativa como forma de adensar a abordagem; e aportou um método de diagnóstico com base na análise e intervenção da sociologia da comunicação. Nosso caminho metodológico foi o Estudo de Caso Qualitativo do Programa de Extensão Educom.Cine: Participação e Cidadania , realizado em 2015 pela Universidade do Estado de Santa Catarina. O programa ofertou oficinas de produção audiovisual no contraturno escolar para uma equipe formada por voluntários de organizações locais e estudantes do 7˚ ao 9˚ ano de uma escola municipal da cidade de Florianópolis/Brasil. Nesse campo de experiência com as PPE nossos objetivos foram: revisar a literatura sobre Educomunicação; refletir sobre as práticas; e inventariar o conhecimento coletivo dos participantes na proposição de novas ações. Os principais dados advieram da realização de dois grupos focais com estudantes e 15 entrevistas com profissionais envolvidos no programa. A análise foi realizada a partir das categorias sociais ontológicas do dispositivo sociocomunicacional de Vizer (2012). Nesse escopo, os resultados apontam como papel central das PPE a emancipação dos sujeitos como elos fundamentais de articulação das diversas agências de formação na escola. Outros papéis identificados foram a gestão de redes e canais que facultem espaço e voz aos atores sociais que, no contexto local, concebem práticas e produzem conhecimento (Freire & Guimarães, 2013). Num horizonte utópico, cada um seria um educomunicador co-responsável pela sustentabilidade do ecossistema educomunicativo da escola. |
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