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Estudo do comportamento à corrosão de espumas de titânio para aplicações biomédicas
| Summary: | As espumas de titânio são consideradas um biomaterial promissor para várias aplicações ortopédicas, uma vez que, possuem a capacidade de reduzir a incompatibilidade biomecânica, permitem o intercrescimento do novo tecido ósseo e o transporte dos fluidos corporais. No entanto, devido à sua estrutura porosa, as espumas de titânio são suscetíveis para a corrosão, devido à presença dos poros, comparativamente com o titânio denso. Contudo, na literatura, o estudo do comportamento à corrosão das espumas de titânio é ainda escasso. Esta dissertação tem como objetivo processar espumas de titânio com diferentes níveis de porosidade e estudar o seu comportamento à corrosão numa solução fisiológica. O processamento das espumas com 30 e 50% de porosidade nominal foi efetuado por metalurgia dos pós, através da técnica de space holder. As espumas de titânio foram caraterizadas electroquimicamente, através das técnicas de potencial em circuito aberto, polarização potenciodinâmica, polarização cíclica e espetroscopia de impedância eletroquímica. Foi efetuada uma caraterização microestrutural e morfológica pelas técnicas de MEV/EDX e MO. Os resultados mostraram que, embora as espumas de titânio possuam uma menor tendência para a corrosão, quando comparadas com o titânio denso, apresentam sempre uma taxa de corrosão superior. Através de polarização cíclica concluiu-se que as espumas não apresentaram tendência para corrosão localizada e pela técnica de Espetroscopia de Impedância Eletroquímica mostrou que na superfície das espumas, o filme formado apresentou propriedades protetoras inferiores às do Ti denso. Como conclusão final, todos os testes eletroquímicos revelaram um melhor comportamento à corrosão do Ti denso, em relação às espumas, devido, provavelmente, à diferença entre a área geométrica e a área real de contacto com o eletrólito. |
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| Main Authors: | Sendão, Isabel Amorim |
| Subject: | Engenharia e Tecnologia::Engenharia dos Materiais |
| Year: | 2014 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade do Minho |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Summary: | As espumas de titânio são consideradas um biomaterial promissor para várias aplicações ortopédicas, uma vez que, possuem a capacidade de reduzir a incompatibilidade biomecânica, permitem o intercrescimento do novo tecido ósseo e o transporte dos fluidos corporais. No entanto, devido à sua estrutura porosa, as espumas de titânio são suscetíveis para a corrosão, devido à presença dos poros, comparativamente com o titânio denso. Contudo, na literatura, o estudo do comportamento à corrosão das espumas de titânio é ainda escasso. Esta dissertação tem como objetivo processar espumas de titânio com diferentes níveis de porosidade e estudar o seu comportamento à corrosão numa solução fisiológica. O processamento das espumas com 30 e 50% de porosidade nominal foi efetuado por metalurgia dos pós, através da técnica de space holder. As espumas de titânio foram caraterizadas electroquimicamente, através das técnicas de potencial em circuito aberto, polarização potenciodinâmica, polarização cíclica e espetroscopia de impedância eletroquímica. Foi efetuada uma caraterização microestrutural e morfológica pelas técnicas de MEV/EDX e MO. Os resultados mostraram que, embora as espumas de titânio possuam uma menor tendência para a corrosão, quando comparadas com o titânio denso, apresentam sempre uma taxa de corrosão superior. Através de polarização cíclica concluiu-se que as espumas não apresentaram tendência para corrosão localizada e pela técnica de Espetroscopia de Impedância Eletroquímica mostrou que na superfície das espumas, o filme formado apresentou propriedades protetoras inferiores às do Ti denso. Como conclusão final, todos os testes eletroquímicos revelaram um melhor comportamento à corrosão do Ti denso, em relação às espumas, devido, provavelmente, à diferença entre a área geométrica e a área real de contacto com o eletrólito. |
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