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A campanha de de-extremification na região de Xinjiang: a Narrativa Estratégica Chinesa do Terror

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Resumo:Sob o regime comunista, a região de Xinjiang passou por períodos de estabilidade e por momentos de maiores tensões étnicas. No contexto do pós-11 de setembro e da Guerra Global contra o Terror, o Estado chinês associou momentos de instabilidade social e movimentos de autodeterminação da etnia Uigur, fossem violentos ou não, à luta contra o terrorismo internacional. A associação do terrorismo por parte do Estado chinês acentuou a deterioração da sociedade de Xinjiang. O principal objetivo desta dissertação é compreender como é que a Narrativa Estratégica, desenvolvida pelo Estado chinês, transformou a região de Xinjiang, a partir da utilização da terminologia do terrorismo. O Estado chinês considera o terrorismo como a principal ameaça à estabilidade da região, em que o extremismo religioso é um potencializador do terrorismo. Para analisar este estudo de caso, utilizamos o Construtivismo, em particular as correntes do Terrorismo Crítico e das Narrativas Estratégicas. Considerando que o sistema internacional é socialmente construído, o fenómeno do terrorismo é influenciado pela interpretação dos atores, com capacidade de influência. As Narrativas Estratégicas permitem analisar a perspetiva chinesa do terrorismo em Xinjiang, em particular, a ligação entre a etnia Uigur e o terrorismo. A narrativa do Estado chinês de Xinjiang têm consequências tanto a nível interno, como a nível internacional. A campanha de de-extremification e o internamento em massa são componentes das políticas chinesas que demostram o caráter holístico e repressivo da luta contra o terrorismo em Xinjiang. As políticas chinesas têm contribuído para a desumanização da etnia Uigur, assim como a assimilação da mesma na sociedade chinesa. A luta chinesa contra o terrorismo uigur pode ter contribuído para o desenvolvimento de movimentos terroristas uigures fora de Xinjiang, que podem, potencialmente, influenciar a realidade doméstica de Xinjiang.
Autores principais:Cardoso, Inês Alexandra Vaz
Assunto:China Etnia Uigur Narrativas estratégicas Terrorismo Xinjiang Strategic narratives Terrorism Uighur ethnicity Ciências Sociais::Outras Ciências Sociais
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Sob o regime comunista, a região de Xinjiang passou por períodos de estabilidade e por momentos de maiores tensões étnicas. No contexto do pós-11 de setembro e da Guerra Global contra o Terror, o Estado chinês associou momentos de instabilidade social e movimentos de autodeterminação da etnia Uigur, fossem violentos ou não, à luta contra o terrorismo internacional. A associação do terrorismo por parte do Estado chinês acentuou a deterioração da sociedade de Xinjiang. O principal objetivo desta dissertação é compreender como é que a Narrativa Estratégica, desenvolvida pelo Estado chinês, transformou a região de Xinjiang, a partir da utilização da terminologia do terrorismo. O Estado chinês considera o terrorismo como a principal ameaça à estabilidade da região, em que o extremismo religioso é um potencializador do terrorismo. Para analisar este estudo de caso, utilizamos o Construtivismo, em particular as correntes do Terrorismo Crítico e das Narrativas Estratégicas. Considerando que o sistema internacional é socialmente construído, o fenómeno do terrorismo é influenciado pela interpretação dos atores, com capacidade de influência. As Narrativas Estratégicas permitem analisar a perspetiva chinesa do terrorismo em Xinjiang, em particular, a ligação entre a etnia Uigur e o terrorismo. A narrativa do Estado chinês de Xinjiang têm consequências tanto a nível interno, como a nível internacional. A campanha de de-extremification e o internamento em massa são componentes das políticas chinesas que demostram o caráter holístico e repressivo da luta contra o terrorismo em Xinjiang. As políticas chinesas têm contribuído para a desumanização da etnia Uigur, assim como a assimilação da mesma na sociedade chinesa. A luta chinesa contra o terrorismo uigur pode ter contribuído para o desenvolvimento de movimentos terroristas uigures fora de Xinjiang, que podem, potencialmente, influenciar a realidade doméstica de Xinjiang.