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Uma leitura de A Casa das Bengalas, de António Mota: retratos de família, da idade e do tempo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Romance juvenil assinado por um dos mais relevantes e reconhecidos autores portugueses do universo da literatura que tem a criança e o jovem como destinatários preferenciais, A Casa das Bengalas (1995), de António Mota é uma narrativa composta por vinte e três capítulos, muito envolvente, comovente, até, e de recorte realista, co-protagonizada por um avô, o avô Henrique, e um neto, Tião. Com um especial carinho, Tião, personagem em processo de maturação, marcada pelos dilemas e dúvidas próprios da idade, vai aprendendo com o avô um importante saber de experiência feito, histórias de outros tempos e uma verticalidade e pureza singulares. Entre a aldeia e a cidade, a acção dá conta das distâncias entre os dois espaços, das duas vivências ou das diferentes percepções que destes as personagens vão revelando, com particular ênfase nas alusões à condições de vida e às angústias dos idosos. O discurso, colocado na voz de Tião, é marcado por um envolvente sensorialismo e pelos diálogos vivos e verosímeis, entre outros, testemunhando o estilo pessoal de António Mota.
Autores principais:Gomes, José António
Outros Autores:Ramos, Ana Margarida; Silva, Sara Raquel Reis da
Assunto:Romance juvenil Família Velhice Diálogos intergeracionais Family Intergenerational dialogues Old age Youth romance Humanidades::Línguas e Literaturas
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Romance juvenil assinado por um dos mais relevantes e reconhecidos autores portugueses do universo da literatura que tem a criança e o jovem como destinatários preferenciais, A Casa das Bengalas (1995), de António Mota é uma narrativa composta por vinte e três capítulos, muito envolvente, comovente, até, e de recorte realista, co-protagonizada por um avô, o avô Henrique, e um neto, Tião. Com um especial carinho, Tião, personagem em processo de maturação, marcada pelos dilemas e dúvidas próprios da idade, vai aprendendo com o avô um importante saber de experiência feito, histórias de outros tempos e uma verticalidade e pureza singulares. Entre a aldeia e a cidade, a acção dá conta das distâncias entre os dois espaços, das duas vivências ou das diferentes percepções que destes as personagens vão revelando, com particular ênfase nas alusões à condições de vida e às angústias dos idosos. O discurso, colocado na voz de Tião, é marcado por um envolvente sensorialismo e pelos diálogos vivos e verosímeis, entre outros, testemunhando o estilo pessoal de António Mota.