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A representação do suicídio nos média portugueses entre 2013 e 2017

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O suicídio será desencadeado por múltiplos fatores, sendo uma das principais causas de morte no mundo desenvolvido (Gandy & Terrion, 2015). Os media noticiosos não serão uma das variáveis mais sensíveis, mas podem constituir-se como um meio eficaz de prevenção. Por isso, é importante perceber que cobertura jornalística se desenvolve a este nível. Neste artigo, procuramos analisar a imprensa diária portuguesa de âmbito nacional ao longo da segunda década do século XXI. A partir de uma amostra de 14.243 artigos publicados nos jornais diários sobre saúde nesse período, procuramos identificar os conteúdos que falam de doenças (4.651) para dentro destes analisarmos em profundidade os textos noticiosos centrados no suicídio: 74. Do nosso estudo, concluiu-se que os jornalistas poderiam, através do seu trabalho, criar um travão ou um alerta em relação a um comportamento de risco que, em alguns casos, se revela fatal, evitando, por exemplos, títulos sensacionalistas ou mencionando estruturas de apoio para quem precisa de ajuda a esse nível. E estão a falhar aí.
Autores principais:Araújo, Rita Alexandra Manso
Outros Autores:Lopes, Felisbela
Assunto:Suicídio Jornalismo Prevenção Media Suicide Journalism Prevention Suicidio Periodismo Prevención Medios de comunicación
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O suicídio será desencadeado por múltiplos fatores, sendo uma das principais causas de morte no mundo desenvolvido (Gandy & Terrion, 2015). Os media noticiosos não serão uma das variáveis mais sensíveis, mas podem constituir-se como um meio eficaz de prevenção. Por isso, é importante perceber que cobertura jornalística se desenvolve a este nível. Neste artigo, procuramos analisar a imprensa diária portuguesa de âmbito nacional ao longo da segunda década do século XXI. A partir de uma amostra de 14.243 artigos publicados nos jornais diários sobre saúde nesse período, procuramos identificar os conteúdos que falam de doenças (4.651) para dentro destes analisarmos em profundidade os textos noticiosos centrados no suicídio: 74. Do nosso estudo, concluiu-se que os jornalistas poderiam, através do seu trabalho, criar um travão ou um alerta em relação a um comportamento de risco que, em alguns casos, se revela fatal, evitando, por exemplos, títulos sensacionalistas ou mencionando estruturas de apoio para quem precisa de ajuda a esse nível. E estão a falhar aí.