Publicação
Determinantes do absentismo por doença dos trabalhadores
| Resumo: | O absentismo por parte dos trabalhadores constitui uma perda de tempo de trabalho, que, consequentemente, tem implicações não só a nível do rendimento das famílias, mas também ao nível da produtividade das empresas (Brown e Sessions, 1996). A questão do absentismo por doença tem sido estudada não só na literatura económica, mas também na literatura médica, com o objetivo de compreender os seus determinantes. Os estudos até aqui realizados concluem que, em geral, as pessoas com maiores níveis de escolaridade tendem a ter menores taxas de absentismo e que as mulheres apresentam maiores taxas de absentismo do que os homens. O presente trabalho surge na sequência dessa literatura, procurando enfatizar a potencial relação entre a escolaridade dos trabalhadores e o absentismo por doença. Foram definidos dois objetivos principais para esta dissertação. Primeiro, pretendeu-se melhorar a compreensão da distribuição espacial deste fenómeno. Foram cartografados dois indicadores considerados relevantes: (i) o peso do número de beneficiários no total de trabalhadores; (ii) o valor do subsídio (em milhares de euros) por beneficiário. A análise dos mapas elaborados revelou que, ao longo dos anos em análise, o maior peso do número de beneficiários situava-se na região do Porto. Relativamente ao valor do subsídio, foi possível verificar que este apresentava um maior valor por beneficiário nas regiões do Porto e de Lisboa. Segundo, procurou-se identificar os determinantes dessas variáveis, através da estimação um modelo econométrico para dados em painel que considerou cada uma daquelas variáveis como variável dependente. Foi usada uma base de dados com informação retirada dos Quadros do Pessoal e do Sales Index. A educação tem um efeito negativo quer na incidência de situações de baixa médica quer no montante recebido a título de subsídios de doença. O mesmo efeito negativo tem também a dimensão média das empresas. A predominância da situação em que os trabalhadores têm um contrato permanente de trabalho tem um impacto positivo na quota de trabalhadores que recorrem a baixas médicas, mas negativo no valor correspondente de benefícios. A quota de trabalhadores do sexo feminino impacta positivamente sobre o valor médio dos subsídios por doença recebidos. |
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| Autores principais: | Lima, Joana Dias |
| Assunto: | Absentismo por doença Educação Saúde Sickness absenteeism Education Health |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O absentismo por parte dos trabalhadores constitui uma perda de tempo de trabalho, que, consequentemente, tem implicações não só a nível do rendimento das famílias, mas também ao nível da produtividade das empresas (Brown e Sessions, 1996). A questão do absentismo por doença tem sido estudada não só na literatura económica, mas também na literatura médica, com o objetivo de compreender os seus determinantes. Os estudos até aqui realizados concluem que, em geral, as pessoas com maiores níveis de escolaridade tendem a ter menores taxas de absentismo e que as mulheres apresentam maiores taxas de absentismo do que os homens. O presente trabalho surge na sequência dessa literatura, procurando enfatizar a potencial relação entre a escolaridade dos trabalhadores e o absentismo por doença. Foram definidos dois objetivos principais para esta dissertação. Primeiro, pretendeu-se melhorar a compreensão da distribuição espacial deste fenómeno. Foram cartografados dois indicadores considerados relevantes: (i) o peso do número de beneficiários no total de trabalhadores; (ii) o valor do subsídio (em milhares de euros) por beneficiário. A análise dos mapas elaborados revelou que, ao longo dos anos em análise, o maior peso do número de beneficiários situava-se na região do Porto. Relativamente ao valor do subsídio, foi possível verificar que este apresentava um maior valor por beneficiário nas regiões do Porto e de Lisboa. Segundo, procurou-se identificar os determinantes dessas variáveis, através da estimação um modelo econométrico para dados em painel que considerou cada uma daquelas variáveis como variável dependente. Foi usada uma base de dados com informação retirada dos Quadros do Pessoal e do Sales Index. A educação tem um efeito negativo quer na incidência de situações de baixa médica quer no montante recebido a título de subsídios de doença. O mesmo efeito negativo tem também a dimensão média das empresas. A predominância da situação em que os trabalhadores têm um contrato permanente de trabalho tem um impacto positivo na quota de trabalhadores que recorrem a baixas médicas, mas negativo no valor correspondente de benefícios. A quota de trabalhadores do sexo feminino impacta positivamente sobre o valor médio dos subsídios por doença recebidos. |
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