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Oral Candida albicans colonization in healthy individuals : genotype distributions, prevalence and variations along time

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A levedura Candida albicans faz parte da microflora humana e, juntamente com outros microrganismos está presente na mucosa bucal e no trato gastrointestinal. Esta levedura coloniza cerca de 50% da população humana saudável sem constituir qualquer risco para a saúde dos hospedeiros. No entanto, quando os hospedeiros se encontram imunodeprimidos, como é o caso de pessoas portadoras de SIDA ou pacientes sujeitos a tratamentos agressivos como a quimioterapia, estes fungos oportunistas podem causar infeções graves. A virulência da levedura C. albicans depende de diversos fatores nomeadamente, do seu dimorfismo, da sua capacidade de adesão às células do hospedeiro, e da produção de enzimas hidrolíticas, entre outros. Neste trabalho foi realizado um estudo em indivíduos saudáveis de forma a identificar portadores de Candida spp na cavidade oral com o objetivo de contribuir para o conhecimento da dinâmica da colonização humana por leveduras. Para tal foram colhidas e analisadas 182 amostras de saliva voluntariamente cedidas por alunos e trabalhadores da Universidade do Minho. Verificou-se que cerca de 40% dos dadores apresentavam colonização por leveduras do género Candida, sendo C. albicans a espécie mais representativa, presente em 89% das amostras. Outras espécies identificadas foram C. guilliermondii (5%), C. parapsilosis e C. lusitaniae, ambas presentes em 3% dos indivíduos colonizados. Os isolados de C. albicans obtidos foram genotipados utilizando um microssatélite polimórfico, designado CAI e, nos 72 isolados, foram identificados 20 alelos e 36 genótipos diferentes. Observou-se ainda que, em algumas amostras, estavam presentes clones diferentes de C. albicans e que na grande maioria dos casos os genótipos encontrados se mantinham passado um ano. Em relação aos genótipos encontrados em casais observou-se que em oito casos apenas um dos membros do casal estava colonizado. Adicionalmente, em dois casos, os genótipos observados nos membros do casal eram completamente distintos, sugerindo que a colonização pode ter uma origem endógena. Não foi encontrada nenhuma relação entre os hábitos alimentares ou o facto ser fumador e presença de colonização por Candida spp. na população analisada neste estudo.
Autores principais:Mesquita, Ângela Sofia Gerós
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:inglês
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A levedura Candida albicans faz parte da microflora humana e, juntamente com outros microrganismos está presente na mucosa bucal e no trato gastrointestinal. Esta levedura coloniza cerca de 50% da população humana saudável sem constituir qualquer risco para a saúde dos hospedeiros. No entanto, quando os hospedeiros se encontram imunodeprimidos, como é o caso de pessoas portadoras de SIDA ou pacientes sujeitos a tratamentos agressivos como a quimioterapia, estes fungos oportunistas podem causar infeções graves. A virulência da levedura C. albicans depende de diversos fatores nomeadamente, do seu dimorfismo, da sua capacidade de adesão às células do hospedeiro, e da produção de enzimas hidrolíticas, entre outros. Neste trabalho foi realizado um estudo em indivíduos saudáveis de forma a identificar portadores de Candida spp na cavidade oral com o objetivo de contribuir para o conhecimento da dinâmica da colonização humana por leveduras. Para tal foram colhidas e analisadas 182 amostras de saliva voluntariamente cedidas por alunos e trabalhadores da Universidade do Minho. Verificou-se que cerca de 40% dos dadores apresentavam colonização por leveduras do género Candida, sendo C. albicans a espécie mais representativa, presente em 89% das amostras. Outras espécies identificadas foram C. guilliermondii (5%), C. parapsilosis e C. lusitaniae, ambas presentes em 3% dos indivíduos colonizados. Os isolados de C. albicans obtidos foram genotipados utilizando um microssatélite polimórfico, designado CAI e, nos 72 isolados, foram identificados 20 alelos e 36 genótipos diferentes. Observou-se ainda que, em algumas amostras, estavam presentes clones diferentes de C. albicans e que na grande maioria dos casos os genótipos encontrados se mantinham passado um ano. Em relação aos genótipos encontrados em casais observou-se que em oito casos apenas um dos membros do casal estava colonizado. Adicionalmente, em dois casos, os genótipos observados nos membros do casal eram completamente distintos, sugerindo que a colonização pode ter uma origem endógena. Não foi encontrada nenhuma relação entre os hábitos alimentares ou o facto ser fumador e presença de colonização por Candida spp. na população analisada neste estudo.