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Três Vezes Prata: projeto, representação e narrativa, a partir da Factory de Andy Warhol

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A noção de espaço criativo esteve sempre ligada à manifestação da individualidade e da personalidade do artista. Trata-se de um espaço pessoal que, desde o ponto de vista da sua vivência tem a capacidade de inspirar, acolher e de se adaptar à produção da arte. No trabalho que se apresenta, o desenho assume o papel simultâneo de instrumento e objeto, no sentido de representar e exprimir o espaço da Factory de Andy Warhol, incorporando em igual medida a sua realidade física e a sua excentricidade enquanto espaço com carácter pendular, ora lugar de produção intensa, ora lugar de intimidade. Foram assim escolhidos três episódios da vida da Factory que refletem mudanças de ritmo e vivência relevantes, dentro de um espaço que sempre viveu em rotação contínua, um open space sem espaços fixos, moldado pelas atividades que nele foram realizadas. Estes acontecimentos marcantes definiram as regras de produção consoante a sua vertente artística, vinculando a Brillo Box à pintura e à manufactura, a Edie Sedgwick ao cinema e os Velvet Underground à música. O desenho configura-se assim enquanto instrumento de representação, e como narrativa visual que interpreta as sensações que influenciaram o processo criativo durante as diferentes fases da fábrica, estabelecendo a sua identidade como uma essência prateada que mimetizava as diferentes eras da produção warholiana.
Autores principais:Ferreira, Rúben Palmeira
Assunto:Desenho Projeto Representação Prata Drawing Project Representation Silver Andy Warhol Silver Factory
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A noção de espaço criativo esteve sempre ligada à manifestação da individualidade e da personalidade do artista. Trata-se de um espaço pessoal que, desde o ponto de vista da sua vivência tem a capacidade de inspirar, acolher e de se adaptar à produção da arte. No trabalho que se apresenta, o desenho assume o papel simultâneo de instrumento e objeto, no sentido de representar e exprimir o espaço da Factory de Andy Warhol, incorporando em igual medida a sua realidade física e a sua excentricidade enquanto espaço com carácter pendular, ora lugar de produção intensa, ora lugar de intimidade. Foram assim escolhidos três episódios da vida da Factory que refletem mudanças de ritmo e vivência relevantes, dentro de um espaço que sempre viveu em rotação contínua, um open space sem espaços fixos, moldado pelas atividades que nele foram realizadas. Estes acontecimentos marcantes definiram as regras de produção consoante a sua vertente artística, vinculando a Brillo Box à pintura e à manufactura, a Edie Sedgwick ao cinema e os Velvet Underground à música. O desenho configura-se assim enquanto instrumento de representação, e como narrativa visual que interpreta as sensações que influenciaram o processo criativo durante as diferentes fases da fábrica, estabelecendo a sua identidade como uma essência prateada que mimetizava as diferentes eras da produção warholiana.