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Rumo a uma implementação transparente, ética e inclusiva das tecnologias - o caso de Big Data na previsão criminal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este texto reflete sobre a utilização de Big Data na previsão criminal e o seu potencial para desencadear efeitos de desempoderamento, entendidos como consequências sociais negativas sobre indivíduos, grupos e sociedades. Considerando as linhas orientadoras da inovação responsável, argumentamos sobre a necessidade de promover um debate interdisciplinar e colaborativo sobre a implementação de Big Data na previsão criminal, alicerçado na deliberação de três valores – robustez, utilidade e legitimidade. Um exercício participativo desta natureza, orientado para o envolvimento público nas deliberações sobre os usos legítimos de tecnologias, permite reforçar princípios de responsabilização e transparência, inclusão e igualdade social. Como tal, configura-se um instrumento crucial para a confiança pública na tecnologia e para a democracia.
Autores principais:Neiva, Laura
Outros Autores:Machado, Helena
Assunto:Big data Previsão criminal Inovação responsável Envolvimento público Tecnologia Crime prediction Responsible innovation Public engagement Technology
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Este texto reflete sobre a utilização de Big Data na previsão criminal e o seu potencial para desencadear efeitos de desempoderamento, entendidos como consequências sociais negativas sobre indivíduos, grupos e sociedades. Considerando as linhas orientadoras da inovação responsável, argumentamos sobre a necessidade de promover um debate interdisciplinar e colaborativo sobre a implementação de Big Data na previsão criminal, alicerçado na deliberação de três valores – robustez, utilidade e legitimidade. Um exercício participativo desta natureza, orientado para o envolvimento público nas deliberações sobre os usos legítimos de tecnologias, permite reforçar princípios de responsabilização e transparência, inclusão e igualdade social. Como tal, configura-se um instrumento crucial para a confiança pública na tecnologia e para a democracia.