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Constituição de amostras em estudos sobre dislexia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A literatura não é consensual quanto à definição, causas e principais características da dislexia e, consequentemente, quanto ao seu diagnóstico. Tal facto tem algumas implicações teóricas e práticas aparentemente evidentes, mas tem igualmente implicações menos evidentes, que raramente são consideradas na literatura, como é o caso da constituição de amostras de sujeitos disléxicos em estudos empíricos. Tendo por base uma pesquisa bibliográfica com cerca de 689 artigos, publicados entre os anos de 1996 e 2014, o presente estudo pretendeu identificar os critérios de constituição das amostras em estudos sobre dislexia e avaliar o seu grau de homogeneidade. Os resultados sugerem a ausência de procedimentos estandardizados na constituição de amostras de sujeitos disléxicos. Verifica-se ainda que, para além da variedade de critérios de inclusão utilizados, os investigadores reconhecem num número significativo de profissionais as competências científicas e legais para a realização do diagnóstico de dislexia. Para além disso, os resultados mostram que os investigadores não são ainda capazes de distinguir de forma fiável grupos de sujeitos disléxicos e de sujeitos com outras dificuldades de aprendizagem da leitura que não a dislexia.
Autores principais:Gomes, Cristina Maria da Silva
Assunto:Dislexia Critérios de inclusão Constituição de amostras Dificuldades de aprendizagem Dyslexia Inclusion criteria Sample constitution Learning disabilities
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A literatura não é consensual quanto à definição, causas e principais características da dislexia e, consequentemente, quanto ao seu diagnóstico. Tal facto tem algumas implicações teóricas e práticas aparentemente evidentes, mas tem igualmente implicações menos evidentes, que raramente são consideradas na literatura, como é o caso da constituição de amostras de sujeitos disléxicos em estudos empíricos. Tendo por base uma pesquisa bibliográfica com cerca de 689 artigos, publicados entre os anos de 1996 e 2014, o presente estudo pretendeu identificar os critérios de constituição das amostras em estudos sobre dislexia e avaliar o seu grau de homogeneidade. Os resultados sugerem a ausência de procedimentos estandardizados na constituição de amostras de sujeitos disléxicos. Verifica-se ainda que, para além da variedade de critérios de inclusão utilizados, os investigadores reconhecem num número significativo de profissionais as competências científicas e legais para a realização do diagnóstico de dislexia. Para além disso, os resultados mostram que os investigadores não são ainda capazes de distinguir de forma fiável grupos de sujeitos disléxicos e de sujeitos com outras dificuldades de aprendizagem da leitura que não a dislexia.