Publicação
O sistema de controle interno do Exército Brasileiro e a auditoria em saúde: um estudo exploratório
| Resumo: | A presente investigação tem por objetivo analisar e aferir se os procedimentos utilizados nas auditorias internas (AI) realizadas pelas Inspetorias de Contabilidade e Finanças do Exército (ICFEx) no Sistema de Saúde do Exército Brasileiro (SSEB) estão alinhados com os procedimentos e recomendações preconizados por organismos internacionais da área de AI, em particular pelo Institute of Internal Auditors (IIA), pela Association of Healthcare Internal Auditors (AHIA) e pelo Office of Inspector General the United States Department of Health and Human Services (OIG). O estudo é motivado pelo reduzido número de pesquisas abordando a auditoria em saúde no contexto da administração pública, principalmente no Brasil e no contexto das Forças Armadas Brasileiras – Exército Brasileiro. Além disso, a auditoria em saúde passou a ocupar papel de relevo na administração hospitalar, pois os gastos com os cuidados de saúde já ultrapassam os 10% do Produto Interno Bruto em países desenvolvidos, como Estados Unidos da América, França e Alemanha. Elaborou-se uma revisão de literatura enfocando os princípios da New Public Management, a governança e a accountability no setor público da saúde e a auditoria governamental e sua aplicação à área da saúde. Além disso, foram pesquisados os procedimentos de AI aplicáveis a área da saúde estabelecidos por organismos internacionais, particularmente o IIA, AHIA e OIG. A pesquisa é apoiada no paradigma interpretativo e positivista da investigação, utiliza a abordagem qualitativa e quantitativa do estudo em contabilidade, e é exploratória quanto aos seus fins. Ademais, o método escolhido para estudar o fenômeno foi o estudo de caso na sua modalidade simples. A análise realizada permite concluir que os procedimentos usados pelas ICFEx quando da realização das AI no SSEB estão bastante alinhadas com os procedimentos gerais preconizadas pela IPPF do IIA, pela AHIA e pelo OIG, no que tange aos aspectos básicos da AI e às questões relacionadas com a área não clínica da organização militar de saúde (OMS). Por outro lado, as práticas das ICFEx estão minimamente alinhadas, particularmente com as recomendações da AHIA e com as orientações do OIG, quando se relacionam com os procedimentos a serem efetivados no setor clínico da OMS, no que respeita à avaliação dos controles internos estabelecidos e dos riscos mais relevantes, e em particular, quanto à apreciação dos registros confeccionados pelos profissionais de saúde nos prontuários dos pacientes com as finalidades de verificar a qualidade da assistência prestada e a correção da conta hospitalar. As percepções dos auditores internos das ICFEx revelam que os procedimentos empregados nas AI efetuadas pelas ICFEx no SSEB estão razoavelmente ou mais alinhados com os procedimentos gerais de AI estabelecidos nas componentes da IPPF do IIA que devem regular as atividades de AI, incluindo aquelas desenvolvidas na área da saúde. Contudo, as percepções dos auditores internos das ICFEx revelam que os procedimentos de AI usados pelas ICFEx no SSEB estão minimamente alinhados com as orientações da AHIA e do OIG quando a avaliação foca a área clínica da OMS, e muito alinhados quando a apreciação foca a área administrativa (não clínica) da OMS. Por fim, os auditores internos das ICFEx compreendem que a estrutura de recursos humanos da Seção de Auditoria e Fiscalização das ICFEx não é adequada para efetuar AI abarcando todas as áreas das OMS, e, sobretudo, que as equipes de auditoria não contemplam profissionais com as competências adequadas para analisar e avaliar a área clínica das OMS do EB. |
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| Autores principais: | Araújo, Hélio Dias de |
| Assunto: | Auditoria Auditoria interna Auditoria em saúde Exército Brasileiro Administração pública Audit Internal audit Healthcare audit Brazilian Army Public administration |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A presente investigação tem por objetivo analisar e aferir se os procedimentos utilizados nas auditorias internas (AI) realizadas pelas Inspetorias de Contabilidade e Finanças do Exército (ICFEx) no Sistema de Saúde do Exército Brasileiro (SSEB) estão alinhados com os procedimentos e recomendações preconizados por organismos internacionais da área de AI, em particular pelo Institute of Internal Auditors (IIA), pela Association of Healthcare Internal Auditors (AHIA) e pelo Office of Inspector General the United States Department of Health and Human Services (OIG). O estudo é motivado pelo reduzido número de pesquisas abordando a auditoria em saúde no contexto da administração pública, principalmente no Brasil e no contexto das Forças Armadas Brasileiras – Exército Brasileiro. Além disso, a auditoria em saúde passou a ocupar papel de relevo na administração hospitalar, pois os gastos com os cuidados de saúde já ultrapassam os 10% do Produto Interno Bruto em países desenvolvidos, como Estados Unidos da América, França e Alemanha. Elaborou-se uma revisão de literatura enfocando os princípios da New Public Management, a governança e a accountability no setor público da saúde e a auditoria governamental e sua aplicação à área da saúde. Além disso, foram pesquisados os procedimentos de AI aplicáveis a área da saúde estabelecidos por organismos internacionais, particularmente o IIA, AHIA e OIG. A pesquisa é apoiada no paradigma interpretativo e positivista da investigação, utiliza a abordagem qualitativa e quantitativa do estudo em contabilidade, e é exploratória quanto aos seus fins. Ademais, o método escolhido para estudar o fenômeno foi o estudo de caso na sua modalidade simples. A análise realizada permite concluir que os procedimentos usados pelas ICFEx quando da realização das AI no SSEB estão bastante alinhadas com os procedimentos gerais preconizadas pela IPPF do IIA, pela AHIA e pelo OIG, no que tange aos aspectos básicos da AI e às questões relacionadas com a área não clínica da organização militar de saúde (OMS). Por outro lado, as práticas das ICFEx estão minimamente alinhadas, particularmente com as recomendações da AHIA e com as orientações do OIG, quando se relacionam com os procedimentos a serem efetivados no setor clínico da OMS, no que respeita à avaliação dos controles internos estabelecidos e dos riscos mais relevantes, e em particular, quanto à apreciação dos registros confeccionados pelos profissionais de saúde nos prontuários dos pacientes com as finalidades de verificar a qualidade da assistência prestada e a correção da conta hospitalar. As percepções dos auditores internos das ICFEx revelam que os procedimentos empregados nas AI efetuadas pelas ICFEx no SSEB estão razoavelmente ou mais alinhados com os procedimentos gerais de AI estabelecidos nas componentes da IPPF do IIA que devem regular as atividades de AI, incluindo aquelas desenvolvidas na área da saúde. Contudo, as percepções dos auditores internos das ICFEx revelam que os procedimentos de AI usados pelas ICFEx no SSEB estão minimamente alinhados com as orientações da AHIA e do OIG quando a avaliação foca a área clínica da OMS, e muito alinhados quando a apreciação foca a área administrativa (não clínica) da OMS. Por fim, os auditores internos das ICFEx compreendem que a estrutura de recursos humanos da Seção de Auditoria e Fiscalização das ICFEx não é adequada para efetuar AI abarcando todas as áreas das OMS, e, sobretudo, que as equipes de auditoria não contemplam profissionais com as competências adequadas para analisar e avaliar a área clínica das OMS do EB. |
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