Publicação
Comportamento das organizações: a influência da dimensão das empresas na capacidade de internacionalização e o interesse daquelas no aumento da dimensão
| Resumo: | O contexto macroestrutural em que se inserem as empresas nos dias de hoje impõe-lhes grandes desafios. Os mercados são progressivamente mais concorrenciais e a noção de distância é cada vez mais ténue. Perante este contexto competitivo, as empresas têm de adotar estratégias de internacionalização que lhes permitam consolidar-se nos mercados interno e externo onde já atuam e simultaneamente conquistar clientes em novas localizações. O processo de internacionalização faz parte de uma estratégia relevante para as empresas, tem implicações e é influenciado por inúmeros aspetos específicos, nomeadamente pelo comportamento das organizações, pela sua cultura e estrutura, bem como pela sua liderança, mas é na estrutura organizacional que encontramos um dos aspetos mais relevantes: a dimensão das empresas. Sistematicamente os empresários Portugueses lamentam a falta de dimensão das suas empresas para conquistarem novos mercados. Se algumas grandes empresas nacionais se queixam de falta de dimensão para concorrer nos mercados internacionais, então que dizer do restante tecido empresarial nacional, caracterizado maioritariamente por microempresas de tipo familiar. É também o caso dos empresários do setor da CAE31 – fabrico de mobiliário e colchões. A reduzida dimensão das empresas Portuguesas levou-nos às seguintes questões de partida: (1) A dimensão das empresas Portuguesas da CAE31 influencia a sua capacidade de internacionalização? (2) As empresas Portuguesas da CAE31 estão ou não interessadas no aumento da sua dimensão com vista à internacionalização/aumento das exportações? (3) Quando as empresas Portuguesas da CAE31 estão interessadas no aumento da sua dimensão que instrumentos privilegiam para esse aumento? Com base numa metodologia mista, recorrendo à aplicação de entrevistas e de questionários aos gestores do setor selecionado (CAE31 - fabrico de mobiliário), efetuamos uma análise triangular de dados que nos permitiu medir, descrever e compreender esta realidade. Desta análise, concluímos que quanto maior é a dimensão das empresas Portuguesas da CAE31 maior é a sua capacidade de internacionalização e que as referidas empresas têm interesse em aumentar a sua dimensão e que para isso valorizam vários instrumentos, tais como: alianças estratégicas/cooperação empresarial; fusões e aquisições; e intervenções com capital de risco. |
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| Autores principais: | Fernandes, Joel Augusto Barros |
| Assunto: | Dimensão da empresa Internacionalização empresarial Cultura organizacional Liderança Company dimension Business internationalization Organizational culture Leadership |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O contexto macroestrutural em que se inserem as empresas nos dias de hoje impõe-lhes grandes desafios. Os mercados são progressivamente mais concorrenciais e a noção de distância é cada vez mais ténue. Perante este contexto competitivo, as empresas têm de adotar estratégias de internacionalização que lhes permitam consolidar-se nos mercados interno e externo onde já atuam e simultaneamente conquistar clientes em novas localizações. O processo de internacionalização faz parte de uma estratégia relevante para as empresas, tem implicações e é influenciado por inúmeros aspetos específicos, nomeadamente pelo comportamento das organizações, pela sua cultura e estrutura, bem como pela sua liderança, mas é na estrutura organizacional que encontramos um dos aspetos mais relevantes: a dimensão das empresas. Sistematicamente os empresários Portugueses lamentam a falta de dimensão das suas empresas para conquistarem novos mercados. Se algumas grandes empresas nacionais se queixam de falta de dimensão para concorrer nos mercados internacionais, então que dizer do restante tecido empresarial nacional, caracterizado maioritariamente por microempresas de tipo familiar. É também o caso dos empresários do setor da CAE31 – fabrico de mobiliário e colchões. A reduzida dimensão das empresas Portuguesas levou-nos às seguintes questões de partida: (1) A dimensão das empresas Portuguesas da CAE31 influencia a sua capacidade de internacionalização? (2) As empresas Portuguesas da CAE31 estão ou não interessadas no aumento da sua dimensão com vista à internacionalização/aumento das exportações? (3) Quando as empresas Portuguesas da CAE31 estão interessadas no aumento da sua dimensão que instrumentos privilegiam para esse aumento? Com base numa metodologia mista, recorrendo à aplicação de entrevistas e de questionários aos gestores do setor selecionado (CAE31 - fabrico de mobiliário), efetuamos uma análise triangular de dados que nos permitiu medir, descrever e compreender esta realidade. Desta análise, concluímos que quanto maior é a dimensão das empresas Portuguesas da CAE31 maior é a sua capacidade de internacionalização e que as referidas empresas têm interesse em aumentar a sua dimensão e que para isso valorizam vários instrumentos, tais como: alianças estratégicas/cooperação empresarial; fusões e aquisições; e intervenções com capital de risco. |
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