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Erros de comissão na memória prospetiva: um estudo com pistas prospetivas não-focais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A memória prospetiva refere-se à capacidade de nos lembrarmos de executar uma intenção no futuro, sem termos uma instrução permanente que nos recorde disso. Por vezes, quando já não é necessário realizar essa intenção, voltamos a executá-la. Este fenómeno designa-se erro de comissão da memória prospetiva. Este estudo teve como objetivo perceber o efeito da saliência da pista prospetiva nos erros de comissão e os custos na velocidade da tarefa decorrente. Assim, realizamos uma experiência com 50 participantes, em que, fornecemos uma intenção: carregar na tecla Q, caso aparecesse a pista-alvo (sílaba). Seguidamente, foi realizada uma tarefa de decisão lexical e, ao mesmo tempo, deveriam executar a intenção de memória prospetiva fornecida, porém, a intenção não chega a ser executada, ou seja, esta intenção fica inacabada. Posteriormente, foi instruído aos participantes que a intenção fornecida não deveria de ser executada novamente. Ocorreu novamente a tarefa decorrente e, em alguns dos ensaios aparece a intenção desativada. Se os participantes a realizassem, estavam a cometer erros de comissão. Os resultados mostraram que existem mais erros de comissão na condição em que existe saliência da pista. Adicionalmente, na condição em que não existe saliência da pista, os participantes são mais lentos a responder à tarefa de decisão lexical e à pista prospetiva (quando fazem erros de comissão).
Autores principais:Azevedo, Sara Daniela Ribeiro de
Assunto:Memóriospetiva Erros de comissão Saliência da pista Pista não-focal Intenções inacabadas Prospective memory Commission errors Salience cue Non-focal cue Unfulfilled intentions
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A memória prospetiva refere-se à capacidade de nos lembrarmos de executar uma intenção no futuro, sem termos uma instrução permanente que nos recorde disso. Por vezes, quando já não é necessário realizar essa intenção, voltamos a executá-la. Este fenómeno designa-se erro de comissão da memória prospetiva. Este estudo teve como objetivo perceber o efeito da saliência da pista prospetiva nos erros de comissão e os custos na velocidade da tarefa decorrente. Assim, realizamos uma experiência com 50 participantes, em que, fornecemos uma intenção: carregar na tecla Q, caso aparecesse a pista-alvo (sílaba). Seguidamente, foi realizada uma tarefa de decisão lexical e, ao mesmo tempo, deveriam executar a intenção de memória prospetiva fornecida, porém, a intenção não chega a ser executada, ou seja, esta intenção fica inacabada. Posteriormente, foi instruído aos participantes que a intenção fornecida não deveria de ser executada novamente. Ocorreu novamente a tarefa decorrente e, em alguns dos ensaios aparece a intenção desativada. Se os participantes a realizassem, estavam a cometer erros de comissão. Os resultados mostraram que existem mais erros de comissão na condição em que existe saliência da pista. Adicionalmente, na condição em que não existe saliência da pista, os participantes são mais lentos a responder à tarefa de decisão lexical e à pista prospetiva (quando fazem erros de comissão).