Publicação
Contributo para o estudo do megalitismo no noroeste de Portugal. Estudo monográfico da Mamoa de Leira das Mamas, Braga
| Resumo: | Este trabalho tem como objetivo contribuir para o conhecimento do megalitismo no noroeste de Portugal, através do estudo monográfico da Mamoa de Leira das Mamas. Este é um monumento megalítico provido de montículo, localizado na freguesia de Lamas, em Braga. Encontra-se implantado numa zona de baixa altitude muito próxima de um importante curso de água, tendo sido descoberto em 1993 durante as obras de uma urbanização. Após este facto foi alvo de duas intervenções arqueológicas e de uma campanha de restauro. Na realização do nosso trabalho, recorremos aos dados das escavações efetuadas em 1993 e à segunda em 1997, assim como ao resultado apresentado em 2000 através do restauro do monumento, que foi efetuado no fim do ano de 1999. O conjunto de dados e o deposito do espólio, no Museu D. Diogo de Sousa, em Braga, permitiu estudar o monumento como um todo. Trata-se de um grande monumento, com cerca de 34 m de diâmetro e altura provável de cerca de 2 m. Tinha, provavelmente, uma câmara poligonal fechada, com um piso composto por blocos e calhaus consolidados com sedimentos arenosos e esteios pintados. O seu montículo era em terra. O espólio, cerâmico e lítico, era abundante. Posteriormente, o monumento foi integrado no contexto regional e do Noroeste. Tal inter-relação permitiu chegar a conclusões cronológicas, nomeadamente a sua inserção na primeira metade do IV milénio a.C. Para além disso conseguimos detetar reutilizações do monumento ou revisitações no Calcolítico (com reservas), na Idade do Bronze, na época Romana e Medieval. Por fim é importante referir que o estudo monográfico deste monumento é o primeiro para monumento neolíticos funerários no conselho de Braga e o segundo, na bacia do Ave, o que mostra a elevada importância deste trabalho para o conhecimento do megalitismo regional. |
|---|---|
| Autores principais: | Almeida, Pedro Botelho |
| Assunto: | Noroeste de Portugal Megalitismo funerário Neolítico Bacia do Ave Northwest Portugal Funerary megalithism Neolithic Ave Basin |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Este trabalho tem como objetivo contribuir para o conhecimento do megalitismo no noroeste de Portugal, através do estudo monográfico da Mamoa de Leira das Mamas. Este é um monumento megalítico provido de montículo, localizado na freguesia de Lamas, em Braga. Encontra-se implantado numa zona de baixa altitude muito próxima de um importante curso de água, tendo sido descoberto em 1993 durante as obras de uma urbanização. Após este facto foi alvo de duas intervenções arqueológicas e de uma campanha de restauro. Na realização do nosso trabalho, recorremos aos dados das escavações efetuadas em 1993 e à segunda em 1997, assim como ao resultado apresentado em 2000 através do restauro do monumento, que foi efetuado no fim do ano de 1999. O conjunto de dados e o deposito do espólio, no Museu D. Diogo de Sousa, em Braga, permitiu estudar o monumento como um todo. Trata-se de um grande monumento, com cerca de 34 m de diâmetro e altura provável de cerca de 2 m. Tinha, provavelmente, uma câmara poligonal fechada, com um piso composto por blocos e calhaus consolidados com sedimentos arenosos e esteios pintados. O seu montículo era em terra. O espólio, cerâmico e lítico, era abundante. Posteriormente, o monumento foi integrado no contexto regional e do Noroeste. Tal inter-relação permitiu chegar a conclusões cronológicas, nomeadamente a sua inserção na primeira metade do IV milénio a.C. Para além disso conseguimos detetar reutilizações do monumento ou revisitações no Calcolítico (com reservas), na Idade do Bronze, na época Romana e Medieval. Por fim é importante referir que o estudo monográfico deste monumento é o primeiro para monumento neolíticos funerários no conselho de Braga e o segundo, na bacia do Ave, o que mostra a elevada importância deste trabalho para o conhecimento do megalitismo regional. |
|---|