Publicação
Democratização e relações entre público e privado em educação: Provisão, sentido e conteúdo, no Brasil e Portugal (2015-2022)
| Resumo: | Discutem-se as relações entre público e privado como processos protagonizados por sujeitos individuais e coletivos em relação que disputam a provisão, a direção, sentido, conteúdo e a política de conhecimento para a educação. No Brasil, sobressaem o envolvimento do Estado e a força de sujeitos coletivos privados e movimentos sociais empenhados em restaurar valores tradicionais, refazer a educação como mercadoria e desmantelar a responsabilidade coletiva para o bem comum, a diversidade e a justiça social. Em Portugal, avultam, quer a afirmação da responsabilidade pública pela escolaridade obrigatória (com reforço da intervenção privada), quer a indistinção entre atores e(m) certas áreas de intervenção pública e privada e a mobilização de atores individuais e coletivos privados para a disputa de sentido e da hegemonia em educação. Nos dois lados do Atlântico, avoluma-se a centralidade da educação pública nas democracias, minada pelo ativismo de conjugações ideológicas que sustentam quer a agenda social neoliberal, quer a restauração neoconservadora. No Brasil, ficou mais vincada a amplitude de consequências de processos de desdemocratização no campo da educação, face à ambivalência e duplicidade das políticas públicas portuguesas, potenciadas pela capilaridade entre atores, interesses e recursos públicos e privados em redes de governação da educação. |
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| Autores principais: | Antunes, Fátima |
| Outros Autores: | Peroni, Vera |
| Assunto: | Privatização da educação Brasil Portugal Restauração neoconservadora Agenda social neoliberal Hegemonia (Des)Democratização da educação Governação da educação Privatization of education Brazil Neoconservative restoration Neoliberal social agenda Hegemony (De)Democratization of education Education governance Ciências Sociais::Ciências da Educação Educação de qualidade |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Discutem-se as relações entre público e privado como processos protagonizados por sujeitos individuais e coletivos em relação que disputam a provisão, a direção, sentido, conteúdo e a política de conhecimento para a educação. No Brasil, sobressaem o envolvimento do Estado e a força de sujeitos coletivos privados e movimentos sociais empenhados em restaurar valores tradicionais, refazer a educação como mercadoria e desmantelar a responsabilidade coletiva para o bem comum, a diversidade e a justiça social. Em Portugal, avultam, quer a afirmação da responsabilidade pública pela escolaridade obrigatória (com reforço da intervenção privada), quer a indistinção entre atores e(m) certas áreas de intervenção pública e privada e a mobilização de atores individuais e coletivos privados para a disputa de sentido e da hegemonia em educação. Nos dois lados do Atlântico, avoluma-se a centralidade da educação pública nas democracias, minada pelo ativismo de conjugações ideológicas que sustentam quer a agenda social neoliberal, quer a restauração neoconservadora. No Brasil, ficou mais vincada a amplitude de consequências de processos de desdemocratização no campo da educação, face à ambivalência e duplicidade das políticas públicas portuguesas, potenciadas pela capilaridade entre atores, interesses e recursos públicos e privados em redes de governação da educação. |
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