Publicação
Resistência a altas temperaturas de argamassas com incorporação de materiais de mudança de fase (PCM)
| Resumo: | As argamassas têm sido utilizadas há mais de 8000 anos para a construção de alvenaria e revestimento de paredes e tetos. Atualmente este é um material amplamente utilizado na construção, surgindo a necessidade de o tornar funcional e ativo na luta contra o aquecimento global. Este facto dá origem ao conceito de argamassas térmicas, que como o nome indica, permite libertar energia para o ambiente interior das habitações, durante o período de arrefecimento minimizando a descida de temperatura, ou impedindo o excessivo aquecimento desse mesmo ambiente pela absorção de calor. Os materiais de mudança de fase (PCM) são produtos que podem ser adicionados nas argamassas de forma a que se verifique o comportamento acima descrito. Assim sendo, este trabalho tem como objetivo estudar o comportamento mecânico deste tipo de argamassas quando sujeitas a altas temperaturas, uma vez que é uma característica importante e fulcral, pois o núcleo do PCM em estudo é em parafina (derivado de petróleo). Neste estudo, são testadas oito composições, quatro das quais são argamassas tradicionais de cimento Portland, gesso, cal aérea e cal hidráulica e outras quatro, com o mesmo teor de ligantes mas incorporando 40 % PCMs (em relação à massa do agregado). Desta forma compara-se o comportamento destas argamassas com as convencionais. Note-se que pelo facto de ocorrerem fissurações aquando da aplicação das argamassas com PCM em tijolos, foi necessário um acréscimo de quatro composições com PCM e fibras de poliamida. Os resultados demonstram que para as várias gamas de temperaturas estudadas, as argamassas com PCMs têm menor resistência mecânica (compressão, flexão e aderência por tração). Os resultados mostram também que a adição de fibras melhorou a resistência mecânica das argamassas (excepto para as argamassas de gesso). Note-se que ainda assim, a resistência obtida é inferior ao registado nas argamassas convencionais (excepto para as argamassas de cal). |
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| Autores principais: | Carneiro, Luís Filipe Costa Gondar |
| Assunto: | Argamassa PCM Resistência mecânica Altas temperaturas Mortars PCMs Mechanical strength High temperatures |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | As argamassas têm sido utilizadas há mais de 8000 anos para a construção de alvenaria e revestimento de paredes e tetos. Atualmente este é um material amplamente utilizado na construção, surgindo a necessidade de o tornar funcional e ativo na luta contra o aquecimento global. Este facto dá origem ao conceito de argamassas térmicas, que como o nome indica, permite libertar energia para o ambiente interior das habitações, durante o período de arrefecimento minimizando a descida de temperatura, ou impedindo o excessivo aquecimento desse mesmo ambiente pela absorção de calor. Os materiais de mudança de fase (PCM) são produtos que podem ser adicionados nas argamassas de forma a que se verifique o comportamento acima descrito. Assim sendo, este trabalho tem como objetivo estudar o comportamento mecânico deste tipo de argamassas quando sujeitas a altas temperaturas, uma vez que é uma característica importante e fulcral, pois o núcleo do PCM em estudo é em parafina (derivado de petróleo). Neste estudo, são testadas oito composições, quatro das quais são argamassas tradicionais de cimento Portland, gesso, cal aérea e cal hidráulica e outras quatro, com o mesmo teor de ligantes mas incorporando 40 % PCMs (em relação à massa do agregado). Desta forma compara-se o comportamento destas argamassas com as convencionais. Note-se que pelo facto de ocorrerem fissurações aquando da aplicação das argamassas com PCM em tijolos, foi necessário um acréscimo de quatro composições com PCM e fibras de poliamida. Os resultados demonstram que para as várias gamas de temperaturas estudadas, as argamassas com PCMs têm menor resistência mecânica (compressão, flexão e aderência por tração). Os resultados mostram também que a adição de fibras melhorou a resistência mecânica das argamassas (excepto para as argamassas de gesso). Note-se que ainda assim, a resistência obtida é inferior ao registado nas argamassas convencionais (excepto para as argamassas de cal). |
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