Publicação
O tempo insuspenso: uma aproximação a duas percepções carcerais da temporalidade
| Resumo: | O tempo no cárcere não é de uma espécie diferente do que transcorre no mundo livre, mas salienta-se aí de um outro modo. Quando uma sentença se exprime em meses ou em anos de privação de liberdade, o tempo é mais do que um aspecto da vida de reclusão. Confunde-se com ela e figura em coincidência com os processos que nele têm lugar. Mas se o tempo tem aqui uma tal saliência, ele vem por seu turno tornar mais salientes as lógicas da experiência carcerária. Examinar o modo como ele é vivido e representado na prisão constitui assim uma via fundamental para compreender a própria reclusão. A partir de dois períodos de trabalho de campo numa instituição prisional feminina portuguesa proponho-me mostrar como uma transformação na relação com o tempo veio evidenciar uma profunda mutação na natureza da prisão contemporânea. |
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| Autores principais: | Cunha, Manuela Ivone P. da |
| Assunto: | Tempo Periodização Prisão Experiência prisional |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O tempo no cárcere não é de uma espécie diferente do que transcorre no mundo livre, mas salienta-se aí de um outro modo. Quando uma sentença se exprime em meses ou em anos de privação de liberdade, o tempo é mais do que um aspecto da vida de reclusão. Confunde-se com ela e figura em coincidência com os processos que nele têm lugar. Mas se o tempo tem aqui uma tal saliência, ele vem por seu turno tornar mais salientes as lógicas da experiência carcerária. Examinar o modo como ele é vivido e representado na prisão constitui assim uma via fundamental para compreender a própria reclusão. A partir de dois períodos de trabalho de campo numa instituição prisional feminina portuguesa proponho-me mostrar como uma transformação na relação com o tempo veio evidenciar uma profunda mutação na natureza da prisão contemporânea. |
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