Publicação
“Dou esta entrevista em legítima defesa”: da prisão para os ecrãs
| Resumo: | Nesta comunicação pretende-se debater, de forma sintética, as características principais das narrativas mediáticas sobre corrupção de políticos. Com efeito, o crescimento da formação em política, a aprendizagem do marketing e da comunicação política levam Castells (2002) a sugerir que os atores políticos tem hoje uma existência profundamente mediada, isto é, quer se queira quer não, a política desenrola-se nos meios de comunicação, espaços de criação e de montagem cénica constante. Assumindo que os media tem um papel importante na forma como o público constrói representações sobre a corrupção e a avalia, faz sentido perguntar como estão os media portugueses a narrar este fenómeno e, mais especificamente, até que ponto atuam como espaços de julgamento dos políticos e dos juristas envolvidos. Problematizando estas questões, a comunicação analisa o evento da prisão do ex-primeiro ministro português transmitida pelas televisões, em 2014, por alegado ato de corrupção durante o tempo de exercício desse cargo público. |
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| Autores principais: | Moreira, Ana Beatriz Gomes |
| Assunto: | Comunicação Política Justiça Corrupção Narrativas Communication Politics Justice Corruption Narratives Ciências Sociais::Ciências da Comunicação |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Nesta comunicação pretende-se debater, de forma sintética, as características principais das narrativas mediáticas sobre corrupção de políticos. Com efeito, o crescimento da formação em política, a aprendizagem do marketing e da comunicação política levam Castells (2002) a sugerir que os atores políticos tem hoje uma existência profundamente mediada, isto é, quer se queira quer não, a política desenrola-se nos meios de comunicação, espaços de criação e de montagem cénica constante. Assumindo que os media tem um papel importante na forma como o público constrói representações sobre a corrupção e a avalia, faz sentido perguntar como estão os media portugueses a narrar este fenómeno e, mais especificamente, até que ponto atuam como espaços de julgamento dos políticos e dos juristas envolvidos. Problematizando estas questões, a comunicação analisa o evento da prisão do ex-primeiro ministro português transmitida pelas televisões, em 2014, por alegado ato de corrupção durante o tempo de exercício desse cargo público. |
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