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Utilização de extratos vegetais para obtenção de cores diversas em substratos têxteis naturais

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Resumo:A consciencialização sobre o impacte ambiental causado pela indústria têxtil, especialmente pelo processo de tingimento, levou a um crescente interesse no desenvolvimento de alternativas mais ecológicas aos processos convencionais. Assim, o principal objetivo deste projeto foi a criação de uma alternativa ecológica e inovadora de coloração de substratos têxteis de base natural, a lã e o algodão. O processo consiste na utilização de substratos fenólicos em combinação com lacases para a formação de polímeros coloridos à superfície do têxtil. Foram utilizados dois procedimentos, sendo que um usou compostos fenólicos de base sintética com capacidade de gerar cor e o outro extratos naturais, alguns dos quais com uma composição rica em compostos fenólicos. Inicialmente determinou-se a atividade enzimática das enzimas disponíveis, para determinar as mais eficientes para o processo de coloração, sendo que a que registou um melhor desempenho para posterior aplicação industrial foi a mistura comercial L4, sendo depois substituída pelo seu concentrado enzimático, a L6. A malha de algodão e o tecido de lã foram submetidos ao processo de coloração, e determinou-se que o substrato proteico possuía boa afinidade para com o banho de coloração. No que toca ao substrato celulósico este necessita de pré-tratamentos para incrementar a afinidade. Foram testados como tratamentos a inserção de glutaraldeído no banho de funcionalização e, como pré-tratamentos a caustificação, o plasma químico de azoto e de oxigénio, a cationização e a impregnação por foulardagem com quitosano, sendo que os dois últimos foram os que se revelaram mais eficientes. Quanto à força da cor, o melhor resultado obtido no têxtil previamente cationizado foi de 7.4 à escala semi-industrial em que o substrato apresentava uma boa uniformidade da cor e, no têxtil impregnado com quitosano foi de 4.5, todavia exibia um manchamento significativo. Os melhores resultados relativamente à solidez à lavagem foram alcançados com o processo de coloração de algodão cationizado no Jet. Após vinte ciclos de lavagem houve uma perda de 2 valores no K/S. Também foram testados tratamentos à malha após o processo de coloração, o ensaboamento e a alcalinização, para remoção do excesso de cor à superfície do têxtil. Estes permitem um melhor desempenho, uma perda de 1 valor no K/S, na análise da solidez à lavagem porém tornam o processo menos ecológico. No processo de coloração utilizando extratos vegetais foi usada a lã. Dos inúmeros extratos testados os que revelaram resultados mais promissores foram o açafrão, o chá verde e o vinho.
Autores principais:Oliveira, Sara Cristina da Costa
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A consciencialização sobre o impacte ambiental causado pela indústria têxtil, especialmente pelo processo de tingimento, levou a um crescente interesse no desenvolvimento de alternativas mais ecológicas aos processos convencionais. Assim, o principal objetivo deste projeto foi a criação de uma alternativa ecológica e inovadora de coloração de substratos têxteis de base natural, a lã e o algodão. O processo consiste na utilização de substratos fenólicos em combinação com lacases para a formação de polímeros coloridos à superfície do têxtil. Foram utilizados dois procedimentos, sendo que um usou compostos fenólicos de base sintética com capacidade de gerar cor e o outro extratos naturais, alguns dos quais com uma composição rica em compostos fenólicos. Inicialmente determinou-se a atividade enzimática das enzimas disponíveis, para determinar as mais eficientes para o processo de coloração, sendo que a que registou um melhor desempenho para posterior aplicação industrial foi a mistura comercial L4, sendo depois substituída pelo seu concentrado enzimático, a L6. A malha de algodão e o tecido de lã foram submetidos ao processo de coloração, e determinou-se que o substrato proteico possuía boa afinidade para com o banho de coloração. No que toca ao substrato celulósico este necessita de pré-tratamentos para incrementar a afinidade. Foram testados como tratamentos a inserção de glutaraldeído no banho de funcionalização e, como pré-tratamentos a caustificação, o plasma químico de azoto e de oxigénio, a cationização e a impregnação por foulardagem com quitosano, sendo que os dois últimos foram os que se revelaram mais eficientes. Quanto à força da cor, o melhor resultado obtido no têxtil previamente cationizado foi de 7.4 à escala semi-industrial em que o substrato apresentava uma boa uniformidade da cor e, no têxtil impregnado com quitosano foi de 4.5, todavia exibia um manchamento significativo. Os melhores resultados relativamente à solidez à lavagem foram alcançados com o processo de coloração de algodão cationizado no Jet. Após vinte ciclos de lavagem houve uma perda de 2 valores no K/S. Também foram testados tratamentos à malha após o processo de coloração, o ensaboamento e a alcalinização, para remoção do excesso de cor à superfície do têxtil. Estes permitem um melhor desempenho, uma perda de 1 valor no K/S, na análise da solidez à lavagem porém tornam o processo menos ecológico. No processo de coloração utilizando extratos vegetais foi usada a lã. Dos inúmeros extratos testados os que revelaram resultados mais promissores foram o açafrão, o chá verde e o vinho.