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Metabolism of carboxylic acids in fungal infections

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Resumo:Candida albicans é um fungo comensal, presente na flora microbiana do hospedeiro, mas com capacidade de colonizar outros microambientes e tornar-se patogénico. A patogenicidade está associada à sua flexibilidade metabólica, resposta a stresses provocados pelo hospedeiro, resistência a fagocitose, rápida transição morfológica e a outros fatores de virulência, que fazem de C. albicans uma das principais causas de infeções fúngicas. A flexibilidade metabólica permite que C. albicans utilize diversas fontes de carbono, entre as quais os ácidos carboxílicos. Para isso, este microrganismo possui transportadores transmembranares, capazes de fazer o importe destes substratos. Os transportadores Jen1 e Jen2 de C. albicans foram identificadas como permeases de monocarboxilatos e dicarboxilatos, respetivamente. As proteínas da membrana plasmática Atos(Acetate Transporter Orthologs) da família AceTr são também potenciais transportadores de ácidos carboxílicos em C. albicans. Em Saccharomyces cerevisiae o transportador Ato1 foi descrito como transportador de acetato. Em C. albicans existem dez genes ATO, e entre eles, dois são possivelmente não-funcionais. O objetivo deste trabalho foi estudar os transportadores Ato e Jen de S. cerevisiae e de C. albicans por expressão homóloga e heteróloga e também por ensaios fenotípicos com estirpes mutantes de C. albicans. Para tal, foram construídos 11 novos plasmídeos por Gap-Repair contendo os genes ATO e JEN de S. cerevisiae e C. albicans, sob o controlo do promotor GPD. Por último, foram feitas análises in silico de todos os Atos de C. albicans e ainda previsões do raio do poro dos transportadores Ato6, Ato7 e Ato8. Os resultados mostraram que o Ato1 e o Ato3 de S. cerevisiae desempenham um papel importante na utilização de ácidos carboxílicos. Em C. albicans, o Ato1 parece ser relevante na assimilação de monocarboxilatos. Os mutantes simples de C. albicans nos restantes Atos não apresentaram variações fenotípicas, no entanto, poderão mesmo assim estar envolvidos no transporte e utilização de carboxilatos. Das análises in silico, conclui-se que as regiões NPAPLGL(M/S), SYG(X)FW e FLY estão conservadas na maioria dos Atos. As previsões dos raios dos poros do Ato6, Ato7 e Ato8 mostraram que a região do motivo FLY é o local de maior constrição e que o raio reduzido desta região poderá funcionar como um mecanismo de seleção de substratos. Por último, estes Atos apresentaram uma constrição inferior quando comparados com o Ato1 de S. cerevisiae, o que pode indicar que estes transportam substratos maiores.
Autores principais:Fernandes, Vitor Sérgio Coutinho
Assunto:C. albicans S. cerevisiae Transportadores ATO JEN Ácidos carboxílicos Metabolismo Patogenicidade Transporters Carboxylic acids Metabolism Pathogenicity Ciências Naturais::Ciências Biológicas
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:inglês
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Candida albicans é um fungo comensal, presente na flora microbiana do hospedeiro, mas com capacidade de colonizar outros microambientes e tornar-se patogénico. A patogenicidade está associada à sua flexibilidade metabólica, resposta a stresses provocados pelo hospedeiro, resistência a fagocitose, rápida transição morfológica e a outros fatores de virulência, que fazem de C. albicans uma das principais causas de infeções fúngicas. A flexibilidade metabólica permite que C. albicans utilize diversas fontes de carbono, entre as quais os ácidos carboxílicos. Para isso, este microrganismo possui transportadores transmembranares, capazes de fazer o importe destes substratos. Os transportadores Jen1 e Jen2 de C. albicans foram identificadas como permeases de monocarboxilatos e dicarboxilatos, respetivamente. As proteínas da membrana plasmática Atos(Acetate Transporter Orthologs) da família AceTr são também potenciais transportadores de ácidos carboxílicos em C. albicans. Em Saccharomyces cerevisiae o transportador Ato1 foi descrito como transportador de acetato. Em C. albicans existem dez genes ATO, e entre eles, dois são possivelmente não-funcionais. O objetivo deste trabalho foi estudar os transportadores Ato e Jen de S. cerevisiae e de C. albicans por expressão homóloga e heteróloga e também por ensaios fenotípicos com estirpes mutantes de C. albicans. Para tal, foram construídos 11 novos plasmídeos por Gap-Repair contendo os genes ATO e JEN de S. cerevisiae e C. albicans, sob o controlo do promotor GPD. Por último, foram feitas análises in silico de todos os Atos de C. albicans e ainda previsões do raio do poro dos transportadores Ato6, Ato7 e Ato8. Os resultados mostraram que o Ato1 e o Ato3 de S. cerevisiae desempenham um papel importante na utilização de ácidos carboxílicos. Em C. albicans, o Ato1 parece ser relevante na assimilação de monocarboxilatos. Os mutantes simples de C. albicans nos restantes Atos não apresentaram variações fenotípicas, no entanto, poderão mesmo assim estar envolvidos no transporte e utilização de carboxilatos. Das análises in silico, conclui-se que as regiões NPAPLGL(M/S), SYG(X)FW e FLY estão conservadas na maioria dos Atos. As previsões dos raios dos poros do Ato6, Ato7 e Ato8 mostraram que a região do motivo FLY é o local de maior constrição e que o raio reduzido desta região poderá funcionar como um mecanismo de seleção de substratos. Por último, estes Atos apresentaram uma constrição inferior quando comparados com o Ato1 de S. cerevisiae, o que pode indicar que estes transportam substratos maiores.