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Ter um filho gay: (des)ordem de género, erotismo e sexualidade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Na modernidade tardia, a sexualidade constituiu-se como forma de expressão e realização pessoais. O processo de autonomização da sexualidade criou novas categorias de pessoas, definidas pelas suas práticas sexuais e, em particular, pelo objeto do seu desejo. Porém, se é verdade que a sexualidade surge, hoje, pelo menos relativamente desligada do género, não está, todavia, em causa um desligamento completo, mas antes dimensões que se intersectam e cujos contornos e pontos de ligação nem sempre são claros. Partindo dos dados de um projeto de investigação em curso, procura-se debater esta questão, sublinhando a presença persistente do género nas representações da sexualidade. Embora o objeto central de análise desse projeto sejam os efeitos da revelação de uma identidade sexual não normativa (i.e., gay, lésbica, bissexual ou queer) de um/a filho/a nas identidades parentais, os dados recolhidos até ao momento sugerem que, entre as questões que mais parecem perturbar os progenitores, se encontram, precisamente, as que sugerem uma violação da sexualidade normativa. Mas o que essa violação simbolicamente traduz são, essencialmente, as dificuldades suscitadas pela rutura com a ordem de género.
Autores principais:Brandão, Ana Maria
Assunto:Sexualidades não normativas Género Representações Família Non-normative sexualities Gender Representations Family
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:outro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Na modernidade tardia, a sexualidade constituiu-se como forma de expressão e realização pessoais. O processo de autonomização da sexualidade criou novas categorias de pessoas, definidas pelas suas práticas sexuais e, em particular, pelo objeto do seu desejo. Porém, se é verdade que a sexualidade surge, hoje, pelo menos relativamente desligada do género, não está, todavia, em causa um desligamento completo, mas antes dimensões que se intersectam e cujos contornos e pontos de ligação nem sempre são claros. Partindo dos dados de um projeto de investigação em curso, procura-se debater esta questão, sublinhando a presença persistente do género nas representações da sexualidade. Embora o objeto central de análise desse projeto sejam os efeitos da revelação de uma identidade sexual não normativa (i.e., gay, lésbica, bissexual ou queer) de um/a filho/a nas identidades parentais, os dados recolhidos até ao momento sugerem que, entre as questões que mais parecem perturbar os progenitores, se encontram, precisamente, as que sugerem uma violação da sexualidade normativa. Mas o que essa violação simbolicamente traduz são, essencialmente, as dificuldades suscitadas pela rutura com a ordem de género.