Publicação
Mother and father’s perinatal mental health, family processes, and infant development
| Resumo: | Com vista a contribuir para a literatura sobre a saúde mental perinatal, os processos da família e o desenvolvimento do bebé, a presente tese tem dois objetivos principais. O objetivo principal 1 foi analisar o impacto dos sintomas de depressão pré-natal da mãe e da coparentalidade na autorregulação do bebé, considerando o papel da variabilidade cardíaca fetal no impacto dos sintomas de depressão pré-natal da mãe e da coparentalidade na autorregulação do bebé. Considerando a adversidade associada à pandemia de COVID-19, o objetivo principal 2 foi analisar o impacto da pandemia de COVID-19 na saúde mental pós-natal da mãe e do pai, na relação conjugal, e na autorregulação do bebé. A presente tese compõe sete artigos interrelacionados. Inclui uma coorte de mães, pais, e bebés avaliados desde o início da gravidez até seis meses pós-parto, com um grupo avaliado antes e outro avaliado durante a pandemia de COVID-19. Os resultados do objetivo principal 1 revelaram que (1) a coparentalidade negativa às duas semanas pós-parto acentuou o impacto dos sintomas de depressão pré-natal da mãe na autorregulação do bebé aos três meses; (2) a variabilidade cardíaca fetal mostrou-se preditor e um mediador do impacto dos sintomas de depressão pré-natal da mãe na autorregulação do bebé aos três meses; e (3) os bebés com baixa variabilidade cardíaca fetal apresentaram maior autorregulação quando mães ou pais reportaram menos coparentalidade negativa, mas menor autorregulação quando mães ou pais reportaram mais coparentalidade negativa. Os resultados do objetivo principal 2 revelaram que (1) as mães e pais a enfrentar a pandemia de COVID-19 reportaram mais sintomas depressivos e mais interações conjugais negativas aos seis meses pós-parto, e os seus bebés apresentaram menor autorregulação aos seis meses, quando comparados com mães, pais, e bebés que não enfrentaram a pandemia de COVID-19; (2) a interação conjugal positiva prévia associou-se a menos sintomas depressivos pós-parto apenas nas mães e pais a enfrentar a pandemia de COVID-19; e (3) o impacto da coparentalidade positiva prévia na autorregulação mostrou-se maior nos bebés a enfrentar a pandemia de COVID-19, do que nos bebés que não enfrentaram a pandemia de COVID-19. Os resultados foram discutidos e enquadrados concetualmente, considerando os seus contributos para a literatura sobre a saúde mental perinatal da mãe e do pai, os processos da família e o desenvolvimento do bebé. |
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| Autores principais: | Pinto, Tiago Miguel |
| Assunto: | Sintomas de depressão e ansiedade Coparentalidade e relação conjugal Variabilidade cardíaca fetal Autorregulação do bebé Pandemia de COVID-19 Depressive and anxiety symptoms Coparenting and couple’s relationship Fetal heart rate variability Infant self-regulation COVID-19 pandemic |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Com vista a contribuir para a literatura sobre a saúde mental perinatal, os processos da família e o desenvolvimento do bebé, a presente tese tem dois objetivos principais. O objetivo principal 1 foi analisar o impacto dos sintomas de depressão pré-natal da mãe e da coparentalidade na autorregulação do bebé, considerando o papel da variabilidade cardíaca fetal no impacto dos sintomas de depressão pré-natal da mãe e da coparentalidade na autorregulação do bebé. Considerando a adversidade associada à pandemia de COVID-19, o objetivo principal 2 foi analisar o impacto da pandemia de COVID-19 na saúde mental pós-natal da mãe e do pai, na relação conjugal, e na autorregulação do bebé. A presente tese compõe sete artigos interrelacionados. Inclui uma coorte de mães, pais, e bebés avaliados desde o início da gravidez até seis meses pós-parto, com um grupo avaliado antes e outro avaliado durante a pandemia de COVID-19. Os resultados do objetivo principal 1 revelaram que (1) a coparentalidade negativa às duas semanas pós-parto acentuou o impacto dos sintomas de depressão pré-natal da mãe na autorregulação do bebé aos três meses; (2) a variabilidade cardíaca fetal mostrou-se preditor e um mediador do impacto dos sintomas de depressão pré-natal da mãe na autorregulação do bebé aos três meses; e (3) os bebés com baixa variabilidade cardíaca fetal apresentaram maior autorregulação quando mães ou pais reportaram menos coparentalidade negativa, mas menor autorregulação quando mães ou pais reportaram mais coparentalidade negativa. Os resultados do objetivo principal 2 revelaram que (1) as mães e pais a enfrentar a pandemia de COVID-19 reportaram mais sintomas depressivos e mais interações conjugais negativas aos seis meses pós-parto, e os seus bebés apresentaram menor autorregulação aos seis meses, quando comparados com mães, pais, e bebés que não enfrentaram a pandemia de COVID-19; (2) a interação conjugal positiva prévia associou-se a menos sintomas depressivos pós-parto apenas nas mães e pais a enfrentar a pandemia de COVID-19; e (3) o impacto da coparentalidade positiva prévia na autorregulação mostrou-se maior nos bebés a enfrentar a pandemia de COVID-19, do que nos bebés que não enfrentaram a pandemia de COVID-19. Os resultados foram discutidos e enquadrados concetualmente, considerando os seus contributos para a literatura sobre a saúde mental perinatal da mãe e do pai, os processos da família e o desenvolvimento do bebé. |
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