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Arquitetura como equalizador social: a reabilitação da ilha da Bela Vista

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Resumo:Nesta dissertação, intitulada “Arquitetura como Equalizador Social: A Reabilitação da Ilha da Bela Vista”, pretende-se entender a reabilitação arquitetónica como um equalizador social. Sendo a qualidade habitacional um direito constitucional, a questão do estigma ligado à habitação social surge como uma preocupação em relação à forma como os habitantes destes espaços são segregados pela sociedade. Deste modo, pretende-se compreender os motivos que dão origem ao estigma social e o impacto que este tem nas pessoas. Paralelamente, objetiva-se contrariar o pressuposto que considera as ilhas um espaço degradado, que será, consequentemente, estigmatizado. Por consequência, visa-se a mitigação do conceito de ilha em associação direta com uma população empobrecida, visando o exemplo de reabilitações contemporâneas em que a melhoria da qualidade do espaço é um fator de dissipação do estigma. Assim, percecionam-se as possibilidades de integrar estes lugares na malha urbana em que se inserem, conectando-os com a cidade. Neste sentido, pretende-se afirmar a arquitetura como meio de dissipar estigmas sociais, integrando todos os habitantes na sociedade, através da melhoria da qualidade das habitações. Para isso, irá ser estabelecida uma dicotomia comparativa entre o estigma social sentido pelos habitantes que viviam em habitações em estado precário na Ilha da Bela Vista, e a mudança que foi gerada após essas habitações serem alvo de reabilitação. Assim, objetiva-se reinterpretar o conceito de ilha enquanto um lugar para a comunidade, onde podem ser criados espaços para ações coletivas e atividades sociais que comuniquem com os programas da cidade em que se insere, e que, em última instância, aludam ao espírito de inclusão social. A potencialização destes complexos habitacionais para atividades sociais poderia resultar da melhoria das condições habitacionais dos residentes destes espaços, mas também permitiria a melhoria da qualidade de vida da população em geral. Usando como caso de estudo a Ilha da Bela Vista, pretende-se narrar toda a sua história, desde a sua construção até à recente reabilitação; analisando o modo como este processo decorreu, salienta-se a colocação do arquiteto no bairro e a reformulação do conceito de ilha. Este era anteriormente um espaço fechado, restrito a um pequeno grupo de habitantes, e é agora um espaço aberto para a sociedade em geral.
Autores principais:Machado, Francisca José Oliveira Silva
Assunto:Estigma Habitação social Reabilitação arquitetónica Identidade Precariedade Stigma Social housing Architectural rehabilitation Identity Precariousness
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Nesta dissertação, intitulada “Arquitetura como Equalizador Social: A Reabilitação da Ilha da Bela Vista”, pretende-se entender a reabilitação arquitetónica como um equalizador social. Sendo a qualidade habitacional um direito constitucional, a questão do estigma ligado à habitação social surge como uma preocupação em relação à forma como os habitantes destes espaços são segregados pela sociedade. Deste modo, pretende-se compreender os motivos que dão origem ao estigma social e o impacto que este tem nas pessoas. Paralelamente, objetiva-se contrariar o pressuposto que considera as ilhas um espaço degradado, que será, consequentemente, estigmatizado. Por consequência, visa-se a mitigação do conceito de ilha em associação direta com uma população empobrecida, visando o exemplo de reabilitações contemporâneas em que a melhoria da qualidade do espaço é um fator de dissipação do estigma. Assim, percecionam-se as possibilidades de integrar estes lugares na malha urbana em que se inserem, conectando-os com a cidade. Neste sentido, pretende-se afirmar a arquitetura como meio de dissipar estigmas sociais, integrando todos os habitantes na sociedade, através da melhoria da qualidade das habitações. Para isso, irá ser estabelecida uma dicotomia comparativa entre o estigma social sentido pelos habitantes que viviam em habitações em estado precário na Ilha da Bela Vista, e a mudança que foi gerada após essas habitações serem alvo de reabilitação. Assim, objetiva-se reinterpretar o conceito de ilha enquanto um lugar para a comunidade, onde podem ser criados espaços para ações coletivas e atividades sociais que comuniquem com os programas da cidade em que se insere, e que, em última instância, aludam ao espírito de inclusão social. A potencialização destes complexos habitacionais para atividades sociais poderia resultar da melhoria das condições habitacionais dos residentes destes espaços, mas também permitiria a melhoria da qualidade de vida da população em geral. Usando como caso de estudo a Ilha da Bela Vista, pretende-se narrar toda a sua história, desde a sua construção até à recente reabilitação; analisando o modo como este processo decorreu, salienta-se a colocação do arquiteto no bairro e a reformulação do conceito de ilha. Este era anteriormente um espaço fechado, restrito a um pequeno grupo de habitantes, e é agora um espaço aberto para a sociedade em geral.