Publicação
Antioxidant and neuroprotective activities of Algae extracts
| Resumo: | As doenças neurodegenerativas, caracterizadas pela degeneração progressiva do sistema nervoso representam um desafio crescente para a saúde mundial. Abordar eficazmente essas doenças exige abordagens terapêuticas inovadoras, pois os medicamentos atuais concentram-se principalmente no alívio dos sintomas e, por vezes, têm efeitos colaterais graves. Muitos medicamentos utilizados na medicina são obtidos diretamente de fontes naturais (plantas, algas, fungos e bactérias) ou modificados quimicamente para melhorar as suas propriedades. Estudos recentes revelaram o potencial promissor das algas como recurso natural com compostos bioactivos que podem ajudar na prevenção e tratamento destas doenças debilitantes. A grande diversidade de espécies de algas e seus compostos bioativos únicos, tais como fucoidanos, florotaninos e fucoxantina, oferecem uma via convincente para a neuroprotecção. Este estudo explorou as possibilidades terapêuticas oferecidas por uma variedade de extratos de macroalgas. Inicialmente, os extratos de macroalgas fornecidos pela Universidade de Vigo foram selecionados com base na sua atividade antiradicalar usando o ensaio 2,2-Difenil-1- picrilhidrazila (DPPH). Entre esses extratos, apenas o de Ascophyllum nodosum (AN) exibiu uma atividade antiradicalar significativa (IC50 < 500 µg/mL), levando a uma investigação adicional em Saccharomyces cerevisiae. Posteriormente, outra fase de triagem envolveu extratos de macroalgas fornecidos pela empresa seaExpert e o extrato de AN. Esta triagem estudou a capacidade destes extratos protegerem contra a perda de viabilidade causada pelo peróxido de hidrogénio (H2O2), sendo que os extratos de AN, Cystoseira humilis (CH) e Pterocladiella capillacea (PC) foram capazes de aumentar a resistência das células de levedura quando expostas ao stresse oxidativo induzido pelo H2O2. Além disso, os extratos de AN, CH e PC foram eficazes na redução da oxidação intracelular em Saccharomyces cerevisiae quando expostos ao H2O2 e diminuíram a agregação de α-sinucleína num modelo de S. cerevisiae da doença de Parkinson. Ademais, apenas os extratos de CH e PC apresentaram uma redução na agregação da huntingtina num modelo de S. cerevisiae que reproduz a doença de Huntington. Este estudo demonstrou os efeitos promissores das algas no contexto da neurodegeneração e enfatizou a importância da pesquisa dos seus compostos bioativos para a prevenção ou tratamento de doenças neurodegenerativas. |
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| Autores principais: | Pereira, Catarina do Vale |
| Assunto: | Produtos naturais marinhos Doença de Parkinson Doença de Huntington α-sinucleína Huntingtina Macroalgas Ascophyllum nodosum Cystoseira humilis Pterocladiella capillacea Saccharomyces cerevisiae Marine natural products Parkinson’s disease Huntington’s disease α-synuclein Huntingtin Macroalgae |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | As doenças neurodegenerativas, caracterizadas pela degeneração progressiva do sistema nervoso representam um desafio crescente para a saúde mundial. Abordar eficazmente essas doenças exige abordagens terapêuticas inovadoras, pois os medicamentos atuais concentram-se principalmente no alívio dos sintomas e, por vezes, têm efeitos colaterais graves. Muitos medicamentos utilizados na medicina são obtidos diretamente de fontes naturais (plantas, algas, fungos e bactérias) ou modificados quimicamente para melhorar as suas propriedades. Estudos recentes revelaram o potencial promissor das algas como recurso natural com compostos bioactivos que podem ajudar na prevenção e tratamento destas doenças debilitantes. A grande diversidade de espécies de algas e seus compostos bioativos únicos, tais como fucoidanos, florotaninos e fucoxantina, oferecem uma via convincente para a neuroprotecção. Este estudo explorou as possibilidades terapêuticas oferecidas por uma variedade de extratos de macroalgas. Inicialmente, os extratos de macroalgas fornecidos pela Universidade de Vigo foram selecionados com base na sua atividade antiradicalar usando o ensaio 2,2-Difenil-1- picrilhidrazila (DPPH). Entre esses extratos, apenas o de Ascophyllum nodosum (AN) exibiu uma atividade antiradicalar significativa (IC50 < 500 µg/mL), levando a uma investigação adicional em Saccharomyces cerevisiae. Posteriormente, outra fase de triagem envolveu extratos de macroalgas fornecidos pela empresa seaExpert e o extrato de AN. Esta triagem estudou a capacidade destes extratos protegerem contra a perda de viabilidade causada pelo peróxido de hidrogénio (H2O2), sendo que os extratos de AN, Cystoseira humilis (CH) e Pterocladiella capillacea (PC) foram capazes de aumentar a resistência das células de levedura quando expostas ao stresse oxidativo induzido pelo H2O2. Além disso, os extratos de AN, CH e PC foram eficazes na redução da oxidação intracelular em Saccharomyces cerevisiae quando expostos ao H2O2 e diminuíram a agregação de α-sinucleína num modelo de S. cerevisiae da doença de Parkinson. Ademais, apenas os extratos de CH e PC apresentaram uma redução na agregação da huntingtina num modelo de S. cerevisiae que reproduz a doença de Huntington. Este estudo demonstrou os efeitos promissores das algas no contexto da neurodegeneração e enfatizou a importância da pesquisa dos seus compostos bioativos para a prevenção ou tratamento de doenças neurodegenerativas. |
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