Publicação

O papel da avaliação nas práticas de educação de infância: Conceções dos educadores de infância

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação analisa as conceções, práticas e desafios associados à avaliação na educação de infância, a partir da perspetiva de seis educadoras de um jardim de infância de Lisboa. Trata-se de um estudo de caso descritivo, de natureza qualitativa, cujo objetivo é compreender como as educadoras percecionam e concretizam a avaliação enquanto componente integrante do processo pedagógico. Os dados foram recolhidos através de entrevistas semiestruturadas e análise de documentação pedagógica, sendo objeto de análise de conteúdo. Os resultados evidenciam que, para as participantes, a avaliação assume predominantemente um carácter formativo, centrado no desenvolvimento e nas aprendizagens das crianças, recorrendo a práticas de observação contínua e a registos diversificados. Apesar de valorizarem a avaliação como dimensão essencial da ação pedagógica, as educadoras referem constrangimentos como a escassez de tempo, lacunas na formação inicial, inconsistência na utilização dos instrumentos, dificuldades na comunicação com as famílias e limitada participação das crianças. Estes dados revelam uma tensão entre os princípios que orientam o discurso pedagógico e as condições efetivas de concretização no quotidiano institucional. O estudo reforça a necessidade de investir na formação inicial e contínua, promover culturas pedagógicas colaborativas e reflexivas e desenvolver práticas de avaliação éticas, participadas e intencionais. Destaca ainda a importância de estratégias que favoreçam a comunicação escola–família e a integração sistemática da voz das crianças em todo o processo avaliativo. Conclui-se que a transformação das práticas avaliativas requer um compromisso efetivo, institucional e político, com uma educação de infância centrada nos direitos, potencialidades e diversidade de cada criança.
Autores principais:Marques, Maria Teresa Nunes Baeta Pinto Caldeira
Assunto:Avaliação formativa Avaliação na educação de infância Conceções das educadoras Formação profissional e Participação das crianças Formative assessment Assessment in early childhood education Educators’ conceptions Professional training Children’s participation Ciências Sociais::Ciências da Educação
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta dissertação analisa as conceções, práticas e desafios associados à avaliação na educação de infância, a partir da perspetiva de seis educadoras de um jardim de infância de Lisboa. Trata-se de um estudo de caso descritivo, de natureza qualitativa, cujo objetivo é compreender como as educadoras percecionam e concretizam a avaliação enquanto componente integrante do processo pedagógico. Os dados foram recolhidos através de entrevistas semiestruturadas e análise de documentação pedagógica, sendo objeto de análise de conteúdo. Os resultados evidenciam que, para as participantes, a avaliação assume predominantemente um carácter formativo, centrado no desenvolvimento e nas aprendizagens das crianças, recorrendo a práticas de observação contínua e a registos diversificados. Apesar de valorizarem a avaliação como dimensão essencial da ação pedagógica, as educadoras referem constrangimentos como a escassez de tempo, lacunas na formação inicial, inconsistência na utilização dos instrumentos, dificuldades na comunicação com as famílias e limitada participação das crianças. Estes dados revelam uma tensão entre os princípios que orientam o discurso pedagógico e as condições efetivas de concretização no quotidiano institucional. O estudo reforça a necessidade de investir na formação inicial e contínua, promover culturas pedagógicas colaborativas e reflexivas e desenvolver práticas de avaliação éticas, participadas e intencionais. Destaca ainda a importância de estratégias que favoreçam a comunicação escola–família e a integração sistemática da voz das crianças em todo o processo avaliativo. Conclui-se que a transformação das práticas avaliativas requer um compromisso efetivo, institucional e político, com uma educação de infância centrada nos direitos, potencialidades e diversidade de cada criança.