Publicação

Roland Barthes: “A língua é fascista” – aproximações a um topos da filosofia do século XX

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Na sua conferencia inaugural no Collège de France , Roland Barthes usou a frase que consta do título deste ensaio e que nos parece, hoje em dia, bastante estranha e, à primeira vista até, difícil de entender. Pretendo mostrar que esta frase se associa a um topos filosófico, cujo surgimento está vinculado a uma recepção específi ca das ideias fundamentais do estruturalismo. A articulação do topos é binária, opondo antagonicamente duas instâncias, nomeadamente a de um sistema que detém um poder máximo e ubíquo, e a de um falar e agir que combate este mesmo sistema. Barthes concebe esta oposição como aporética e dilemática, e estabelece explicitamente uma analogia entre linguagem e política. O presente ensaio tem como objetivo esclarecer a configuração específica do dito topos em Barthes, limitando-se a indicar apenas tangenc ialmente a presença do mesmo topos em outros autores da filosofi a do século XX
Autores principais:Sylla, Bernhard
Assunto:Barthes Estruturalismo Pós - estruturalismo Linguagem Poder Structuralism Post - structuralism Language Power
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Na sua conferencia inaugural no Collège de France , Roland Barthes usou a frase que consta do título deste ensaio e que nos parece, hoje em dia, bastante estranha e, à primeira vista até, difícil de entender. Pretendo mostrar que esta frase se associa a um topos filosófico, cujo surgimento está vinculado a uma recepção específi ca das ideias fundamentais do estruturalismo. A articulação do topos é binária, opondo antagonicamente duas instâncias, nomeadamente a de um sistema que detém um poder máximo e ubíquo, e a de um falar e agir que combate este mesmo sistema. Barthes concebe esta oposição como aporética e dilemática, e estabelece explicitamente uma analogia entre linguagem e política. O presente ensaio tem como objetivo esclarecer a configuração específica do dito topos em Barthes, limitando-se a indicar apenas tangenc ialmente a presença do mesmo topos em outros autores da filosofi a do século XX