Publicação

Avaliação externa das escolas em Portugal: semelhanças e diferenças dos extremos de um continuum avaliativo

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A importância da avaliação externa das escolas (AEE) tem sido defendida por sucessivos decisores políticos, governos e fazedores de políticas, uma vez que é reconhecida como forma de recolher dados sobre o desempenho educacional e de melhorar a qualidade da escola. Os países europeus conduzem a avaliação externa de diversas formas e com funções distintas, dependendo de cada contexto. Em Portugal, destaca-se a necessidade de reconfigurar a escola num cenário global pautado por políticas de responsabilização, legitimadas por princípios de qualidade. Atualmente, o terceiro ciclo de Avaliação Externa das Escolas apresenta como um dos principais objetivos a promoção da qualidade do ensino e da aprendizagem, bem como a inclusão de todas as crianças e de todos os alunos. A sua estrutura contempla quatro domínios de avaliação - “Autoavaliação Escolar”; "Liderança e Gestão"; “Prestação de Serviço Educativo” e “Resultados” –, campos de análise, referentes e indicadores. Em cada domínio individual, as escolas são qualificadas num continuum de cinco níveis, entre o excelente e o insuficiente. O principal objetivo desta comunicação é analisar a avaliação externa plasmada nos relatórios das escolas, publicados durante este ciclo, enaltecendo, em particular, as diferenças entre “excelente” e “insuficiente”, de modo a identificar as semelhanças entre diferentes escolas com a mesma avaliação, bem como o que difere entre essas duas classificações extremas. O estudo utiliza métodos mistos e baseia-se na análise dos relatórios publicados até o momento. Os resultados indicam que existem mais escolas com avaliação excelente (13), do que com avaliação insuficiente (5), sendo no domínio da “Autoavaliação escolar” que se verificam mais fragilidades. Como resultado, os dados enaltecem a necessidade de uma maior reflexão sobre as práticas de autoavaliação escolar, o que conduzirá a uma efetiva reconfiguração das escolas, em todos os domínios.
Autores principais:Rodrigues, Sofia
Outros Autores:Sousa, Joana Raquel Bastos; Morgado, José Carlos
Assunto:Avaliação externa das escolas Responsabilidade escolar Feedback da avaliação da escola Évaluation externe des écoles Responsabilité scolaire Feedback de l'évaluation de l'école
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A importância da avaliação externa das escolas (AEE) tem sido defendida por sucessivos decisores políticos, governos e fazedores de políticas, uma vez que é reconhecida como forma de recolher dados sobre o desempenho educacional e de melhorar a qualidade da escola. Os países europeus conduzem a avaliação externa de diversas formas e com funções distintas, dependendo de cada contexto. Em Portugal, destaca-se a necessidade de reconfigurar a escola num cenário global pautado por políticas de responsabilização, legitimadas por princípios de qualidade. Atualmente, o terceiro ciclo de Avaliação Externa das Escolas apresenta como um dos principais objetivos a promoção da qualidade do ensino e da aprendizagem, bem como a inclusão de todas as crianças e de todos os alunos. A sua estrutura contempla quatro domínios de avaliação - “Autoavaliação Escolar”; "Liderança e Gestão"; “Prestação de Serviço Educativo” e “Resultados” –, campos de análise, referentes e indicadores. Em cada domínio individual, as escolas são qualificadas num continuum de cinco níveis, entre o excelente e o insuficiente. O principal objetivo desta comunicação é analisar a avaliação externa plasmada nos relatórios das escolas, publicados durante este ciclo, enaltecendo, em particular, as diferenças entre “excelente” e “insuficiente”, de modo a identificar as semelhanças entre diferentes escolas com a mesma avaliação, bem como o que difere entre essas duas classificações extremas. O estudo utiliza métodos mistos e baseia-se na análise dos relatórios publicados até o momento. Os resultados indicam que existem mais escolas com avaliação excelente (13), do que com avaliação insuficiente (5), sendo no domínio da “Autoavaliação escolar” que se verificam mais fragilidades. Como resultado, os dados enaltecem a necessidade de uma maior reflexão sobre as práticas de autoavaliação escolar, o que conduzirá a uma efetiva reconfiguração das escolas, em todos os domínios.

Atividades financiadas

Carregando projetos financiados...