Publicação
Bruxas, elfas e feiticeiras: as representações femininas no cinema de fantasia
| Resumo: | A tese “Bruxas, elfas e feiticeiras: As Representações Femininas no Cinema de Fantasia” propõe-se a analisar as representações femininas em filmes e séries televisivas do panorama fantástico ocidental, na tentativa de perceber, através de uma análise fílmica (e.g. Penafria, 2009), perspetiva enquadrada pela teoria crítica feminista (e.g. Lauretis (1984), Butler (1990, Solloway (2016), Brey (2022)), como é que as mulheres são representadas no género cinematográfico de fantasia ocidental. A pertinência desta investigação prende-se com o facto de a fantasia ter um número crescente de fãs nos últimos anos, que se entretêm a discutir os pormenores das suas obras eleitas (Correia, 2021, p. 146). A ideia de que as mulheres não têm interesse no fantástico ignora décadas de participação feminina com narrativas fantásticas como espaço de imaginação feminista (Ferraday, 2015, p. 24), por um lado, e a persistência de problemas como “misoginia, sexismo e comportamento genderizado” (Murray, 2020, p. 70), por outro. Além disso, as produções de fantasia, seja a nível televisivo como no cinematográfico têm vindo a aumentar (Kruske, 2022). Tal realidade possibilita que estes sejam conteúdos audiovisuais com uma influência cada vez maior nas representações (Hall, 1997) que propõem e apresentam, sendo, portanto, necessário aprofundar o conhecimento sobre o assunto. No que respeita ao género de fantasia, a crítica feminista tem adiado o estudo da heroína feminina como um arquétipo no seu direito, pois além da ausência de representações femininas, as mulheres na fantasia têm sido, maioritariamente, invisibilizadas, e costumava ser improvável que uma mulher se aventurasse numa batalha sem proteção masculina (Campbell, 2010, p. 4).Por isso, com este estudo, queremos evidenciar, a partir da análise fílmica do corpus construído no quadro do projeto de doutoramento, os conteúdos das representações fílmicas e a sua expressão narrativa e visual, bem como algumas das implicações sociais dessas escolhas, no que concerne, em particular, à questão das assimetrias de género. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Ana Catarina Bessa Meneses Campos |
| Assunto: | Análise fílmica Cinema de fantasia Crítica feminista Representações femininas Film analysis Fantasy cinema Feminist critique Female representation |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A tese “Bruxas, elfas e feiticeiras: As Representações Femininas no Cinema de Fantasia” propõe-se a analisar as representações femininas em filmes e séries televisivas do panorama fantástico ocidental, na tentativa de perceber, através de uma análise fílmica (e.g. Penafria, 2009), perspetiva enquadrada pela teoria crítica feminista (e.g. Lauretis (1984), Butler (1990, Solloway (2016), Brey (2022)), como é que as mulheres são representadas no género cinematográfico de fantasia ocidental. A pertinência desta investigação prende-se com o facto de a fantasia ter um número crescente de fãs nos últimos anos, que se entretêm a discutir os pormenores das suas obras eleitas (Correia, 2021, p. 146). A ideia de que as mulheres não têm interesse no fantástico ignora décadas de participação feminina com narrativas fantásticas como espaço de imaginação feminista (Ferraday, 2015, p. 24), por um lado, e a persistência de problemas como “misoginia, sexismo e comportamento genderizado” (Murray, 2020, p. 70), por outro. Além disso, as produções de fantasia, seja a nível televisivo como no cinematográfico têm vindo a aumentar (Kruske, 2022). Tal realidade possibilita que estes sejam conteúdos audiovisuais com uma influência cada vez maior nas representações (Hall, 1997) que propõem e apresentam, sendo, portanto, necessário aprofundar o conhecimento sobre o assunto. No que respeita ao género de fantasia, a crítica feminista tem adiado o estudo da heroína feminina como um arquétipo no seu direito, pois além da ausência de representações femininas, as mulheres na fantasia têm sido, maioritariamente, invisibilizadas, e costumava ser improvável que uma mulher se aventurasse numa batalha sem proteção masculina (Campbell, 2010, p. 4).Por isso, com este estudo, queremos evidenciar, a partir da análise fílmica do corpus construído no quadro do projeto de doutoramento, os conteúdos das representações fílmicas e a sua expressão narrativa e visual, bem como algumas das implicações sociais dessas escolhas, no que concerne, em particular, à questão das assimetrias de género. |
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