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Territórios, marcas e competitividade: a região Minho e a sua projecção internacional

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Resumo:Territórios, como os países, as regiões e as cidades, competem com outros espaços geográficos pela atracção de investimento, de mercados, de negócios, de residentes, de turistas, de talentos e empreendedores, assim como, pela organização de eventos culturais e desportivos. A crescente internacionalização e globalização têm levado ao aumento da competição nos mercados e os territórios enfrentam uma competitividade com outros destinos geográficos. Estes deverão permitir identificar as oportunidades e as forças dessa unidade territorial que permitam exponenciar as suas vantagens competitivas para um acesso eficaz a mercados, recursos e pessoas. A definição de marcas territoriais, quando desenvolvidas de forma consistente e articulada, fruto de um trabalho de cooperação em rede entre os agentes do território devem permitir promover o tecido produtivo, incrementar o fluxo turístico, de pessoas e de capitais. Investidores, cidadãos de diferentes nacionalidades, estudantes e investigadores fazem parte deste fluxo. O conceito de marcas territoriais surge nos últimos anos como uma poderosa ferramenta à disposição de académicos e profissionais que dedicam a sua investigação à gestão do território. Contribuir para a definição de uma marca para uma unidade geográfica, quando estamos perante uma realidade multidimensional onde agentes económicos e sociais actuam numa comunidade com valores culturais e etnográficos não é uma tarefa simples. Sendo objectivo deste trabalho de investigação perceber como os agentes de uma região vêem o território e como se devem articular para gerar maior competitividade e notoriedade num contexto de internacionalização, realizamos um diagnóstico multidimensional sobre a região Minho, aplicando sete entrevistas semi-estruturadas a agentes económicos e sociais. Foi usado um guião de entrevista, elaborado tendo presente os determinantes de competitividade de Michael Porter, dos factores de atracção de investimento e factores críticos de sucesso que reflectem os seis vectores do hexágono da composição de marcas de nações de Simon Anholt. Foram consideradas as devidas diferenças geográficas, entre nações e regiões, bem como a inclusão de questões com enfoque na síntese da realidade através da elaboração da análise SWOT. Os resultados inferidos indicam que a região Minho deve procurar atrair investimento estrangeiro, tendo presente a disponibilidade de infra-estruturas óptimas e unidades de ensino e investigação de excelência, devendo ser promovida como uma região geradora de conhecimento.
Autores principais:Oliveira, Eduardo Henrique da Silva
Assunto:Marketing Marcas Redes Territórios Competitividade Região Minho Marketing Brands Network Territory Competitiveness Minho Region
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Territórios, como os países, as regiões e as cidades, competem com outros espaços geográficos pela atracção de investimento, de mercados, de negócios, de residentes, de turistas, de talentos e empreendedores, assim como, pela organização de eventos culturais e desportivos. A crescente internacionalização e globalização têm levado ao aumento da competição nos mercados e os territórios enfrentam uma competitividade com outros destinos geográficos. Estes deverão permitir identificar as oportunidades e as forças dessa unidade territorial que permitam exponenciar as suas vantagens competitivas para um acesso eficaz a mercados, recursos e pessoas. A definição de marcas territoriais, quando desenvolvidas de forma consistente e articulada, fruto de um trabalho de cooperação em rede entre os agentes do território devem permitir promover o tecido produtivo, incrementar o fluxo turístico, de pessoas e de capitais. Investidores, cidadãos de diferentes nacionalidades, estudantes e investigadores fazem parte deste fluxo. O conceito de marcas territoriais surge nos últimos anos como uma poderosa ferramenta à disposição de académicos e profissionais que dedicam a sua investigação à gestão do território. Contribuir para a definição de uma marca para uma unidade geográfica, quando estamos perante uma realidade multidimensional onde agentes económicos e sociais actuam numa comunidade com valores culturais e etnográficos não é uma tarefa simples. Sendo objectivo deste trabalho de investigação perceber como os agentes de uma região vêem o território e como se devem articular para gerar maior competitividade e notoriedade num contexto de internacionalização, realizamos um diagnóstico multidimensional sobre a região Minho, aplicando sete entrevistas semi-estruturadas a agentes económicos e sociais. Foi usado um guião de entrevista, elaborado tendo presente os determinantes de competitividade de Michael Porter, dos factores de atracção de investimento e factores críticos de sucesso que reflectem os seis vectores do hexágono da composição de marcas de nações de Simon Anholt. Foram consideradas as devidas diferenças geográficas, entre nações e regiões, bem como a inclusão de questões com enfoque na síntese da realidade através da elaboração da análise SWOT. Os resultados inferidos indicam que a região Minho deve procurar atrair investimento estrangeiro, tendo presente a disponibilidade de infra-estruturas óptimas e unidades de ensino e investigação de excelência, devendo ser promovida como uma região geradora de conhecimento.