Publicação
Evolução do relevo de Portugal continental durante o Cenozóico e processos geodinâmicos associados
| Resumo: | No Mesozóico, o contexto de rifting e margem passiva zeram um aplanamento do Maciço Hespérico, com cristas de resistência. A compressão iniciou-se no Cretácico Final. No Eocénico Médio, dobramento litosférico por compressão gerou a ocidente as bacias do Mondego e Baixo Tejo-Alvalade. No Paleogénico, fracas drenagens continuaram o aplanamento, sob climas áridos a semi-áridos. Dos 24 aos 9,5 Ma, a compressão orientou-se NW-SE e aumentou, continou-se o aplanamento e drenagens exorreicas, sob clima subtropical. O clímax da compressão ocorre desde o Tortoniano, gerando estruturas push-up, de desligamento e pop-up, com soerguimento de relevos com planaltos e leques aluviais no sopé. Dos 9,5 aos 3,7 Ma, a sedimentação foi endorreica. Dos 3,7 aos 1,8 Ma, o clima foi húmido e grandes leques aluviais eram tributários de sistemas exorreicos (com nível do mar ca. +50 m). Em contínuo soerguimento, a mudança dos altos níveis eustáticos do Terciário para os baixos durante os climas frios do Quaternário, causou a presente etapa de incisão que produziu escadarias de terraços, vales epigénicos estreitos e cascatas. |
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| Autores principais: | Cunha, P. P. |
| Outros Autores: | Pereira, D. I.; Pereira, Paulo |
| Assunto: | Unidades morfoestruturais Evolução da paisagem Portugal continental Ciências Naturais::Ciências da Terra e do Ambiente |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | No Mesozóico, o contexto de rifting e margem passiva zeram um aplanamento do Maciço Hespérico, com cristas de resistência. A compressão iniciou-se no Cretácico Final. No Eocénico Médio, dobramento litosférico por compressão gerou a ocidente as bacias do Mondego e Baixo Tejo-Alvalade. No Paleogénico, fracas drenagens continuaram o aplanamento, sob climas áridos a semi-áridos. Dos 24 aos 9,5 Ma, a compressão orientou-se NW-SE e aumentou, continou-se o aplanamento e drenagens exorreicas, sob clima subtropical. O clímax da compressão ocorre desde o Tortoniano, gerando estruturas push-up, de desligamento e pop-up, com soerguimento de relevos com planaltos e leques aluviais no sopé. Dos 9,5 aos 3,7 Ma, a sedimentação foi endorreica. Dos 3,7 aos 1,8 Ma, o clima foi húmido e grandes leques aluviais eram tributários de sistemas exorreicos (com nível do mar ca. +50 m). Em contínuo soerguimento, a mudança dos altos níveis eustáticos do Terciário para os baixos durante os climas frios do Quaternário, causou a presente etapa de incisão que produziu escadarias de terraços, vales epigénicos estreitos e cascatas. |
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