Publicação
Essays on hospital behaviour and regulation
| Resumo: | Esta tese analisa o comportamento estratégico de hospitais em mercados regulados e concorrenciais. No capítulo 2, é apresentado um modelo dinâmico em que os tempos de espera aumentam quando a procura por cuidados hospitalares excede a oferta; os pacientes escolhem um hospital tendo em consideração os tempos de espera; e os hospitais são alvo de penalizações àqueles associadas. Tais penalizações reduzem os tempos de espera, mas políticas que fomentam a livre escolha dos pacientes têm o efeito contrário. Estes resultados são robustos a diferentes métodos de resolução, à estrutra das penalizações e à formalização da utilidade dos pacientes. Mais, ainda que as penalizações sejam mais eficazes na redução dos tempos de espera quando a sua estrutura é linear, o efeito negativo da escolha é mitigado por penalizações quadráticas. Estas conclusões são parcialmente derivadas da calibração do modelo com tempos de espera e elasticidades observados no Serviço Nacional de Saúde inglês. Os capítulos 3 e 4 dedicam-se à inércia na procura por cuidados hospitalares, que, de acordo com a recente literatura empírica, resulta do efeito conjunto de custos de mudança e da persistência das preferências dos doentes. No capítulo 3, desenvolve-se um modelo com dois hospitais semi-altruístas e detentores de procura retida no qual o efeito da redução de custos de mudança (exógenos) no bem-estar dos pacientes depende da tecnologia de produção dos hospitais e do seu grau de altruísmo. Se a substituibilidade (complementaridade) entre qualidade e volume de tratamentos for suficientemente fraca (forte) relativamente ao altruísmo, a qualidade média e a utilidade agregada dos doentes caem. Adicionalmente, se os hospitais forem capazes de os controlar, os custos de mudança serão máximos e o mercado perfeitamente segmentado. O capítulo 4 trata da relação entre escolhas de hospital presentes e futuras gerada pela inércia da procura e investiga o efeito das expectativas dos pacientes na qualidade dos cuidados de saúde. Pacientes com expectativas míopes escolhem um hospital observando apenas variáveis presentes; pacientes ingénuos prevêem incorretamente o futuro, assumindo que a qualidade se manterá inalterada; e pacientes racionais prevêem a evolução da qualidade. Conquanto seja mais alta na presença de pacientes ingénuos do que na de míopes, a qualidade oscila entre ser máxima ou mínima sob expectativas racionais. Este resultado aplica- -se igualmente aos ganhos de saúde dos doentes, sugerindo que a racionalidade nem sempre os beneficia. |
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| Autores principais: | Sá, Luís Carlos de Sousa |
| Assunto: | concorrência hospitalar custos de mudança expectativas racionais regulação tempos de espera hospital competition rational expectations regulation switching costs waiting times |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Esta tese analisa o comportamento estratégico de hospitais em mercados regulados e concorrenciais. No capítulo 2, é apresentado um modelo dinâmico em que os tempos de espera aumentam quando a procura por cuidados hospitalares excede a oferta; os pacientes escolhem um hospital tendo em consideração os tempos de espera; e os hospitais são alvo de penalizações àqueles associadas. Tais penalizações reduzem os tempos de espera, mas políticas que fomentam a livre escolha dos pacientes têm o efeito contrário. Estes resultados são robustos a diferentes métodos de resolução, à estrutra das penalizações e à formalização da utilidade dos pacientes. Mais, ainda que as penalizações sejam mais eficazes na redução dos tempos de espera quando a sua estrutura é linear, o efeito negativo da escolha é mitigado por penalizações quadráticas. Estas conclusões são parcialmente derivadas da calibração do modelo com tempos de espera e elasticidades observados no Serviço Nacional de Saúde inglês. Os capítulos 3 e 4 dedicam-se à inércia na procura por cuidados hospitalares, que, de acordo com a recente literatura empírica, resulta do efeito conjunto de custos de mudança e da persistência das preferências dos doentes. No capítulo 3, desenvolve-se um modelo com dois hospitais semi-altruístas e detentores de procura retida no qual o efeito da redução de custos de mudança (exógenos) no bem-estar dos pacientes depende da tecnologia de produção dos hospitais e do seu grau de altruísmo. Se a substituibilidade (complementaridade) entre qualidade e volume de tratamentos for suficientemente fraca (forte) relativamente ao altruísmo, a qualidade média e a utilidade agregada dos doentes caem. Adicionalmente, se os hospitais forem capazes de os controlar, os custos de mudança serão máximos e o mercado perfeitamente segmentado. O capítulo 4 trata da relação entre escolhas de hospital presentes e futuras gerada pela inércia da procura e investiga o efeito das expectativas dos pacientes na qualidade dos cuidados de saúde. Pacientes com expectativas míopes escolhem um hospital observando apenas variáveis presentes; pacientes ingénuos prevêem incorretamente o futuro, assumindo que a qualidade se manterá inalterada; e pacientes racionais prevêem a evolução da qualidade. Conquanto seja mais alta na presença de pacientes ingénuos do que na de míopes, a qualidade oscila entre ser máxima ou mínima sob expectativas racionais. Este resultado aplica- -se igualmente aos ganhos de saúde dos doentes, sugerindo que a racionalidade nem sempre os beneficia. |
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