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Do politicamente correto à cultura de cancelamento (2000-2022): um desafio às democracias liberais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente dissertação tem por objetivo delinear a evolução do politicamente correto e a sua relação com uma cultura de cancelamento no Ocidente, considerando o período compreendido entre 2000 e 2022, por forma a compreender de que modo tais movimentos constituem desafios ao regime democrático. Tendo em conta a dificuldade de definição dos dois termos, começamos por analisar a história do politicamente correto e as práticas que comprometem os seus princípios, nomeadamente a de cultura de cancelamento. Avançamos depois para a compreensão de como tais conceitos questionam princípios fundamentais do regime liberal democrático e de como parecem despertar instintos autoritários, convocando restrições crescentes às liberdades, nomeadamente à liberdade de expressão. Por último, analisamos exemplos práticos que concorrem para responder à pergunta de investigação: conduziu o politicamente correto a uma cultura de cancelamento que ameaça a democracia liberal? Respondemos positivamente a esta pergunta a partir de uma análise qualitativa: consideramos não só aqueles exemplos, como das entrevistas realizadas aos Professores Doutores André Barata, André Azevedo Alves e Nuno Palma.
Autores principais:Alves, Nuno David de Amorim
Assunto:Autoritarismo Liberdade de expressão Politicamente correto Democracias liberais Authoritarianism Freedom of expression Political correctness Liberal democracies
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A presente dissertação tem por objetivo delinear a evolução do politicamente correto e a sua relação com uma cultura de cancelamento no Ocidente, considerando o período compreendido entre 2000 e 2022, por forma a compreender de que modo tais movimentos constituem desafios ao regime democrático. Tendo em conta a dificuldade de definição dos dois termos, começamos por analisar a história do politicamente correto e as práticas que comprometem os seus princípios, nomeadamente a de cultura de cancelamento. Avançamos depois para a compreensão de como tais conceitos questionam princípios fundamentais do regime liberal democrático e de como parecem despertar instintos autoritários, convocando restrições crescentes às liberdades, nomeadamente à liberdade de expressão. Por último, analisamos exemplos práticos que concorrem para responder à pergunta de investigação: conduziu o politicamente correto a uma cultura de cancelamento que ameaça a democracia liberal? Respondemos positivamente a esta pergunta a partir de uma análise qualitativa: consideramos não só aqueles exemplos, como das entrevistas realizadas aos Professores Doutores André Barata, André Azevedo Alves e Nuno Palma.