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Variáveis explicativas das perceções de justiça, de validade e de utilidade das adaptações curriculares na avaliação dos alunos com dislexia no ensino básico

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Resumo:A finalidade deste estudo é aprofundar o conhecimento sobre as adaptações curriculares nos testes de avaliação para estudantes com dislexia, no contexto de um sistema de triagem universal, tendo como referência o paradigma positivista. Foram recolhidos dados no Distrito de Lisboa, junto de 748 estudantes, 412 encarregadas/os de educação e 45 docentes, através de três questionários, uma checklist, duas provas de leitura e uma grelha de caracterização das turmas. Conclui-se que: A experiência da comunidade educativa na implementação de adaptações se caracteriza por: a) Existirem tantos estudantes a conhecer como a desconhecer que usufruíram de adaptações; b) as docentes têm uma atitude mais informativa do que as/os encarregadas/os de educação; c) o tempo suplementar é a adaptação utilizada mais frequentemente e a utilização do computador é a menos frequente; d) é pouco solicitado a encarregadas/os de educação e estudantes o parecer sobre o tipo de adaptações curriculares. As perspetivas da comunidade educativa acerca das adaptações nos testes mostram que: a) os três grupos de participantes as consideram justas e que a melhor justificação para a sua implementação é ter em consideração as necessidades das/os estudantes com dislexia; b) o tempo suplementar é a adaptação considerada mais útil para todas/os; c) As/os participantes consideram que os estudantes com dislexia quando usufruem de adaptações mostram melhor os seus conhecimentos e têm maior motivação; d) a maioria das docentes considera que a adaptação mais fácil de implementar é “não penalizar pelos erros” e que é possível equiparar os resultados de testes com e sem adaptações. As variáveis que tiveram influência nas perspetivas da comunidade educativa foram as barreiras à aprendizagem, o nível de risco e o tipo de freguesia. O conjunto de adaptações mais utilizado pelas docentes é o apoio à/ao estudante durante as instruções e o menos utilizado é o dos equipamentos. A diversidade dos níveis leitura foi verificada através da análise de clusters, que originou três perfis de leitores e as variáveis agrupamento e risco tiveram impacto na fluência e na compreensão, contrariamente à variável género. Os instrumentos de recolha de dados evidenciaram boa consistência interna. Espera-se que esta produção de conhecimento científico se veja refletida nas práticas educativas, numa maior consciencialização para o tema e, em consequência no aumento da qualidade de vida das comunidades educativas.
Autores principais:Ribeiro, Leonor Chaveiro Duarte
Assunto:Adaptações curriculares nos testes Dislexia Justiça MBC Perspetivas Perspectives Justice Curriculum Accommodations Tests Dyslexia CBM
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A finalidade deste estudo é aprofundar o conhecimento sobre as adaptações curriculares nos testes de avaliação para estudantes com dislexia, no contexto de um sistema de triagem universal, tendo como referência o paradigma positivista. Foram recolhidos dados no Distrito de Lisboa, junto de 748 estudantes, 412 encarregadas/os de educação e 45 docentes, através de três questionários, uma checklist, duas provas de leitura e uma grelha de caracterização das turmas. Conclui-se que: A experiência da comunidade educativa na implementação de adaptações se caracteriza por: a) Existirem tantos estudantes a conhecer como a desconhecer que usufruíram de adaptações; b) as docentes têm uma atitude mais informativa do que as/os encarregadas/os de educação; c) o tempo suplementar é a adaptação utilizada mais frequentemente e a utilização do computador é a menos frequente; d) é pouco solicitado a encarregadas/os de educação e estudantes o parecer sobre o tipo de adaptações curriculares. As perspetivas da comunidade educativa acerca das adaptações nos testes mostram que: a) os três grupos de participantes as consideram justas e que a melhor justificação para a sua implementação é ter em consideração as necessidades das/os estudantes com dislexia; b) o tempo suplementar é a adaptação considerada mais útil para todas/os; c) As/os participantes consideram que os estudantes com dislexia quando usufruem de adaptações mostram melhor os seus conhecimentos e têm maior motivação; d) a maioria das docentes considera que a adaptação mais fácil de implementar é “não penalizar pelos erros” e que é possível equiparar os resultados de testes com e sem adaptações. As variáveis que tiveram influência nas perspetivas da comunidade educativa foram as barreiras à aprendizagem, o nível de risco e o tipo de freguesia. O conjunto de adaptações mais utilizado pelas docentes é o apoio à/ao estudante durante as instruções e o menos utilizado é o dos equipamentos. A diversidade dos níveis leitura foi verificada através da análise de clusters, que originou três perfis de leitores e as variáveis agrupamento e risco tiveram impacto na fluência e na compreensão, contrariamente à variável género. Os instrumentos de recolha de dados evidenciaram boa consistência interna. Espera-se que esta produção de conhecimento científico se veja refletida nas práticas educativas, numa maior consciencialização para o tema e, em consequência no aumento da qualidade de vida das comunidades educativas.