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Sustentabilidade das organizações sem fins lucrativos portuguesas: perceção dos órgãos de gestão de IPSS e associação a fatores de sucesso

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Resumo:A sustentabilidade das organizações não lucrativas é um conceito amplo que propõe o equilíbrio entre o domínio financeiro e a concretização da missão. A literatura sobre a temática não é consensual e dada a importância das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) na sociedade em que vivemos, torna-se imperativo compreender melhor este conceito e encontrar ferramentas que permitam aos gestores destas organizações prestar o melhor serviço com o máximo de eficiência e eficácia. O objetivo principal deste trabalho consiste em associar as características organizativas e de gestão de IPSS Portuguesas a indicadores de sustentabilidade das mesmas. Para concretizar o objetivo seguiu-se uma metodologia quantitativa traduzida na aplicação de um inquérito por questionário aos membros da direção e direção técnica de 246 IPSS portuguesas. Da análise de resultados, conclui-se que a sustentabilidade organizacional se encontra associada a elementos relacionados com a organização e o próprio respondente: áreas de atuação, número de voluntários; e ainda com todos os fatores de sucesso em análise: pessoas, modelo de negócio, cultura, operações e estratégia. Os fatores estratégia, modelo de negócio, cultura e pessoas, bem como o número de voluntários são explicativos da sustentabilidade destas organizações. Os resultados permitem concluir que uma Instituição Particular de Solidariedade Social é tão sustentável quanto mais eficaz e completo for o seu plano estratégico; mais diversificadas e coesas forem as suas fontes de rendimento; mais apoiarem e valorizarem os seus colaboradores, voluntários e clientes; mais voluntários conseguirem cativar; e mais eficiente e eficaz for o recrutamento e a definição de tarefas e responsabilidade dos trabalhadores. São apresentadas as principais contribuições deste estudo para as IPSS portuguesas concretamente ao nível do diagnóstico da sua sustentabilidade, das práticas organizativas e de gestão que permitem a máxima rentabilidade dos recursos.
Autores principais:Franco, Inês Mata
Assunto:Sustentabilidade Organizações sem fins lucrativos Instituições Particulares de Solidariedade Social Fatores-chave de sucesso Sustainability Non-profit organisation Private Institution for Social Solidarity Success key factors
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A sustentabilidade das organizações não lucrativas é um conceito amplo que propõe o equilíbrio entre o domínio financeiro e a concretização da missão. A literatura sobre a temática não é consensual e dada a importância das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) na sociedade em que vivemos, torna-se imperativo compreender melhor este conceito e encontrar ferramentas que permitam aos gestores destas organizações prestar o melhor serviço com o máximo de eficiência e eficácia. O objetivo principal deste trabalho consiste em associar as características organizativas e de gestão de IPSS Portuguesas a indicadores de sustentabilidade das mesmas. Para concretizar o objetivo seguiu-se uma metodologia quantitativa traduzida na aplicação de um inquérito por questionário aos membros da direção e direção técnica de 246 IPSS portuguesas. Da análise de resultados, conclui-se que a sustentabilidade organizacional se encontra associada a elementos relacionados com a organização e o próprio respondente: áreas de atuação, número de voluntários; e ainda com todos os fatores de sucesso em análise: pessoas, modelo de negócio, cultura, operações e estratégia. Os fatores estratégia, modelo de negócio, cultura e pessoas, bem como o número de voluntários são explicativos da sustentabilidade destas organizações. Os resultados permitem concluir que uma Instituição Particular de Solidariedade Social é tão sustentável quanto mais eficaz e completo for o seu plano estratégico; mais diversificadas e coesas forem as suas fontes de rendimento; mais apoiarem e valorizarem os seus colaboradores, voluntários e clientes; mais voluntários conseguirem cativar; e mais eficiente e eficaz for o recrutamento e a definição de tarefas e responsabilidade dos trabalhadores. São apresentadas as principais contribuições deste estudo para as IPSS portuguesas concretamente ao nível do diagnóstico da sua sustentabilidade, das práticas organizativas e de gestão que permitem a máxima rentabilidade dos recursos.