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Salvar sem apropriar: princípios de atuação num modelo ético de acolhimento temporário de Património arqueológico em risco

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Artigo de reflexão que propõe um modelo ético de acolhimento temporário de espólios arqueológicos em risco, face a ameaças crescentes como guerras, catástrofes naturais e tráfico ilícito. Apesar da existência de convenções internacionais – Unesco (1954 e 1970) e Unidroit (1995) –, a distância entre princípios e ação prática continua significativa. Inspirado por iniciativas da Unesco, do Icomos e da Blue Shield International, bem como por experiências recentes protagonizadas por alguns países europeus, o autor defende um enquadramento baseado na solidariedade patrimonial e na responsabilidade partilhada. Propõe sete princípios fundamentais, complementados por critérios de aplicação que incluem a avaliação do risco, a relevância patrimonial, a capacitação técnica do país de origem e a necessidade de ajustamentos jurídicos em Portugal. Entre o saque e a inação, propõe uma terceira via: a salvaguarda solidária.
Autores principais:Oliveira, Nuno
Assunto:Gestão de espólios Direito Legislação do património Guerra Análise de risco Heritage Management Law Legislation on Heritage War Risk analysis Gestion du patrimoine Droit Législation du Patrimoine Guerre Analyse de risque
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Artigo de reflexão que propõe um modelo ético de acolhimento temporário de espólios arqueológicos em risco, face a ameaças crescentes como guerras, catástrofes naturais e tráfico ilícito. Apesar da existência de convenções internacionais – Unesco (1954 e 1970) e Unidroit (1995) –, a distância entre princípios e ação prática continua significativa. Inspirado por iniciativas da Unesco, do Icomos e da Blue Shield International, bem como por experiências recentes protagonizadas por alguns países europeus, o autor defende um enquadramento baseado na solidariedade patrimonial e na responsabilidade partilhada. Propõe sete princípios fundamentais, complementados por critérios de aplicação que incluem a avaliação do risco, a relevância patrimonial, a capacitação técnica do país de origem e a necessidade de ajustamentos jurídicos em Portugal. Entre o saque e a inação, propõe uma terceira via: a salvaguarda solidária.