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O tempo livre em família: uma abordagem de género

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta comunicação incide sobre os resultados de uma pesquisa realizada nos distritos de Castelo Branco e Braga através de inquérito por questionário, grupos de foco e entrevistas semidiretivas. Na dita investigação, a relação entre o género e o uso do tempo é um dos temas fulcrais. Tal como afirmam vários autores, o tempo livre designa o tempo não dedicado a responsabilidades e atividades consideradas necessárias, tais como o trabalho remunerado, o trabalho doméstico, os cuidados de outros e os cuidados pessoais. Distingue-se do tempo de lazer, que tende a agregar atividades com elevado índice de prazer e realizadas durante o tempo livre. Neste texto, reflete-se sobre o modo como o tempo livre em família é diferenciado entre homens e mulheres e sobre a forma como essa gendrificação se manifesta e é narrada pelos envolvidos. Pretende-se mostrar que os usos do tempo livre em família evidenciam desigualdades, cuja análise se reveste de enorme relevância no contexto do debate sobre as políticas para a igualdade de género no trabalho e na vida privada. Apresentam-se, neste contexto, diversas abordagens situadas na sociologia da família e do género, e refere-se, igualmente, a importância das classes sociais nos usos do tempo livre.
Autores principais:Schouten, Maria Johanna
Outros Autores:Araújo, Emília Rodrigues
Assunto:Tempo livre Género Família Lazer Desigualdade Free time Gender Family Leisure Inequality
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta comunicação incide sobre os resultados de uma pesquisa realizada nos distritos de Castelo Branco e Braga através de inquérito por questionário, grupos de foco e entrevistas semidiretivas. Na dita investigação, a relação entre o género e o uso do tempo é um dos temas fulcrais. Tal como afirmam vários autores, o tempo livre designa o tempo não dedicado a responsabilidades e atividades consideradas necessárias, tais como o trabalho remunerado, o trabalho doméstico, os cuidados de outros e os cuidados pessoais. Distingue-se do tempo de lazer, que tende a agregar atividades com elevado índice de prazer e realizadas durante o tempo livre. Neste texto, reflete-se sobre o modo como o tempo livre em família é diferenciado entre homens e mulheres e sobre a forma como essa gendrificação se manifesta e é narrada pelos envolvidos. Pretende-se mostrar que os usos do tempo livre em família evidenciam desigualdades, cuja análise se reveste de enorme relevância no contexto do debate sobre as políticas para a igualdade de género no trabalho e na vida privada. Apresentam-se, neste contexto, diversas abordagens situadas na sociologia da família e do género, e refere-se, igualmente, a importância das classes sociais nos usos do tempo livre.