Publicação
Estudo da prevalência das disfunções acomodativas numa população de alunos universitários
| Resumo: | Os estudos de prevalência são importantes pois permitem a identificação das condições mais frequentes. A maioria dos estudos de prevalência das disfunções de visão binocular analisa populações não randomizadas e não homogéneas em idade, género e tamanho, o que torna a comparação entre estudos pouco fidedigna. Também não há consenso entre os investigadores sobre os melhores meios de diagnóstico durante o exame refrativo. Após pesquisa bibliográfica, concluiu-se que as disfunções acomodativas são as mais frequentes na população universitária, daí ter sido esse o objetivo inicial deste estudo. Tornou-se óbvio rapidamente que não era possível descurar as disfunções heterofóricas, já que a sintomatologia associada é similar, o que dificultaria a sua distinção. Assim sendo, foi utilizada uma amostra de 55 estudantes universitários, com uma média de idades de 21,22±2,62, dos quais 49,1% eram míopes, 45,5% emétropes e 5,5% hipermétropes. A todos foi realizado um exame visual completo no Gabinete de Optometria da Universidade do Minho. Os participantes preencheram oquestionário CISS, passando à refração e em seguida aos testes de avaliação da visão binocular. Como resultados principais, 60% dos participantes em estudo não apresentou qualquer tipo de disfunção, 25,5% apresentou disfunções acomodativas, dos quais 23,7% tinham insuficiência acomodativa e 1,8% inflexibilidade acomodativa, enquanto que 14,5% apresentou disfunções heterofóricas, dos quais 9,1% insuficiência de convergência e 1,8% exoforia básica. No que toca à sintomatologia, 83,6% dos participantes foram classificados como assintomáticos para o questionário CISS, enquanto que apenas 16,4% foram classificados como sintomáticos. Os valores encontrados alertam à necessidade de consciencialização dos estudantes universitários para a existência deste tipo de disfunções que podem afetar o seu rendimento e performance escolar. Além disso, o estudo serve de alerta aos optometristas para a necessidade de realização de um exame visual completo, de forma a despistar qualquer possível disfunção de visão binocular. |
|---|---|
| Autores principais: | Ribeiro, Tânia Luísa Cardoso |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Os estudos de prevalência são importantes pois permitem a identificação das condições mais frequentes. A maioria dos estudos de prevalência das disfunções de visão binocular analisa populações não randomizadas e não homogéneas em idade, género e tamanho, o que torna a comparação entre estudos pouco fidedigna. Também não há consenso entre os investigadores sobre os melhores meios de diagnóstico durante o exame refrativo. Após pesquisa bibliográfica, concluiu-se que as disfunções acomodativas são as mais frequentes na população universitária, daí ter sido esse o objetivo inicial deste estudo. Tornou-se óbvio rapidamente que não era possível descurar as disfunções heterofóricas, já que a sintomatologia associada é similar, o que dificultaria a sua distinção. Assim sendo, foi utilizada uma amostra de 55 estudantes universitários, com uma média de idades de 21,22±2,62, dos quais 49,1% eram míopes, 45,5% emétropes e 5,5% hipermétropes. A todos foi realizado um exame visual completo no Gabinete de Optometria da Universidade do Minho. Os participantes preencheram oquestionário CISS, passando à refração e em seguida aos testes de avaliação da visão binocular. Como resultados principais, 60% dos participantes em estudo não apresentou qualquer tipo de disfunção, 25,5% apresentou disfunções acomodativas, dos quais 23,7% tinham insuficiência acomodativa e 1,8% inflexibilidade acomodativa, enquanto que 14,5% apresentou disfunções heterofóricas, dos quais 9,1% insuficiência de convergência e 1,8% exoforia básica. No que toca à sintomatologia, 83,6% dos participantes foram classificados como assintomáticos para o questionário CISS, enquanto que apenas 16,4% foram classificados como sintomáticos. Os valores encontrados alertam à necessidade de consciencialização dos estudantes universitários para a existência deste tipo de disfunções que podem afetar o seu rendimento e performance escolar. Além disso, o estudo serve de alerta aos optometristas para a necessidade de realização de um exame visual completo, de forma a despistar qualquer possível disfunção de visão binocular. |
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