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Caracterização fenotípica de isolados de Staphylococcus epidermidis após interação com sangue humano

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As infeções associadas aos cuidados de saúde afetam muitos pacientes diariamente. Staphylococcus epidermidis é uma das espécies mais frequentemente associadas com o surgimento destas infeções, estando particularmente relacionada com o uso de dispositivos médicos invasivos, devido à sua capacidade para aderir a estes e formar biofilmes. O diagnóstico destas infeções é normalmente feito através de hemoculturas. No entanto, devido à natureza comensal de S. epidermidis, é muito frequente ocorrerem contaminações da amostra durante a colheita, resultando em diagnósticos falsos positivos. Assim, é essencial encontrar marcadores que permitam distinguir entre infeções e contaminações. Para isso, nesta dissertação, células planctónicas e de biofilme, de 3 isolados clínicos e 3 comensais foram caracterizadas em relação à sua capacidade para i) sobreviver, ii) excretar proteases e quanto iii) à morfologia das colónias formadas após interação com sangue humano. Os resultados obtidos revelaram que a capacidade de sobrevivência das estirpes comensais e clínicas não é diferente quando crescem no estado planctónico ou em biofilme, observando-se, no geral, uma diminuição da concentração de células cultiváveis ao longo do tempo de incubação com sangue humano. Relativamente à capacidade proteolítica, nas estirpes clínicas esta foi variável. No entanto, nas estirpes comensais, a capacidade proteolítica alterou-se após interação com sangue humano. No que respeita à morfologia das colónias, observaram-se alterações na forma e/ou margem das colónias formadas pelas células planctónicas e de biofilme das estirpes clínicas. Nas estirpes comensais, as colónias permaneceram iguais até 24 h de incubação. No futuro, experiências com mais estirpes clínicas e comensais deverão ser efetuadas de modo a analisar, detalhadamente, o potencial destes parâmetros como marcadores na discriminação entre contaminações e verdadeiras infeções.
Autores principais:Santos, Beatriz Alexandra Pinto dos
Assunto:Staphylococcus epidermidis Biofilme Infeção Contaminação Diagnóstico Biofilm Infection Contamination Diagnosis
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:As infeções associadas aos cuidados de saúde afetam muitos pacientes diariamente. Staphylococcus epidermidis é uma das espécies mais frequentemente associadas com o surgimento destas infeções, estando particularmente relacionada com o uso de dispositivos médicos invasivos, devido à sua capacidade para aderir a estes e formar biofilmes. O diagnóstico destas infeções é normalmente feito através de hemoculturas. No entanto, devido à natureza comensal de S. epidermidis, é muito frequente ocorrerem contaminações da amostra durante a colheita, resultando em diagnósticos falsos positivos. Assim, é essencial encontrar marcadores que permitam distinguir entre infeções e contaminações. Para isso, nesta dissertação, células planctónicas e de biofilme, de 3 isolados clínicos e 3 comensais foram caracterizadas em relação à sua capacidade para i) sobreviver, ii) excretar proteases e quanto iii) à morfologia das colónias formadas após interação com sangue humano. Os resultados obtidos revelaram que a capacidade de sobrevivência das estirpes comensais e clínicas não é diferente quando crescem no estado planctónico ou em biofilme, observando-se, no geral, uma diminuição da concentração de células cultiváveis ao longo do tempo de incubação com sangue humano. Relativamente à capacidade proteolítica, nas estirpes clínicas esta foi variável. No entanto, nas estirpes comensais, a capacidade proteolítica alterou-se após interação com sangue humano. No que respeita à morfologia das colónias, observaram-se alterações na forma e/ou margem das colónias formadas pelas células planctónicas e de biofilme das estirpes clínicas. Nas estirpes comensais, as colónias permaneceram iguais até 24 h de incubação. No futuro, experiências com mais estirpes clínicas e comensais deverão ser efetuadas de modo a analisar, detalhadamente, o potencial destes parâmetros como marcadores na discriminação entre contaminações e verdadeiras infeções.