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Limiares olfactivos e adaptação olfactiva: um estudo comparado com sujeitos cegos e com sujeitos não-cegos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Vários estudos sugerem que os indivíduos cegos desenvolvem habilidades superiores no uso de outros sentidos, para compensar a sua perda de visão. Sendo assim, é importante verificar se este mecanismo compensatório também ocorre no olfacto dos sujeitos cegos. Desta forma estudou-se os limiares olfactivos e a adaptação olfactiva em 30 sujeitos cegos e 30 sujeitos não-cegos, comparados pelas variáveis sexo e idade. Os limiares olfactivos foram medidos através de uma prova similar à tarefa de detecção dos limiares olfactivos do Sniffin Sticks Test (Hummel et al., 1997), e a adaptação olfactiva foi avaliada através de uma tarefa simples de exposição repetida e prolongada ao estímulo olfactivo. Não foram encontradas diferenças entre os sujeitos ao nível dos limiares olfactivos. No entanto, foram observadas diferenças entre os dois grupos de participantes nas pontuações obtidas na tarefa de adaptação olfactiva, obtendo os sujeitos cegos resultados inferiores, portanto maior adaptação ao estímulo olfactivo apresentado. Os resultados indicam que os grupos não divergem significativamente nas suas pontuações de limiares olfactivos, mas constata-se a ocorrência de adaptação em ambos os grupos relativamente ao estímulo odorífero apresentado.
Autores principais:Jesus, Ana Catarina Ferreira Lopes de
Assunto:Limiares olfactivos Adaptação olfactiva Olfacto Olfactory thresholds Olfactory adaptation Olfaction
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Vários estudos sugerem que os indivíduos cegos desenvolvem habilidades superiores no uso de outros sentidos, para compensar a sua perda de visão. Sendo assim, é importante verificar se este mecanismo compensatório também ocorre no olfacto dos sujeitos cegos. Desta forma estudou-se os limiares olfactivos e a adaptação olfactiva em 30 sujeitos cegos e 30 sujeitos não-cegos, comparados pelas variáveis sexo e idade. Os limiares olfactivos foram medidos através de uma prova similar à tarefa de detecção dos limiares olfactivos do Sniffin Sticks Test (Hummel et al., 1997), e a adaptação olfactiva foi avaliada através de uma tarefa simples de exposição repetida e prolongada ao estímulo olfactivo. Não foram encontradas diferenças entre os sujeitos ao nível dos limiares olfactivos. No entanto, foram observadas diferenças entre os dois grupos de participantes nas pontuações obtidas na tarefa de adaptação olfactiva, obtendo os sujeitos cegos resultados inferiores, portanto maior adaptação ao estímulo olfactivo apresentado. Os resultados indicam que os grupos não divergem significativamente nas suas pontuações de limiares olfactivos, mas constata-se a ocorrência de adaptação em ambos os grupos relativamente ao estímulo odorífero apresentado.