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Regulamentação, concentração e instituições bancárias em contexto de crise

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Resumo:É na falta de consenso no seio dos debates políticos e ideias conflituosas nas teorias económicas relativamente aos fatores que levam à crise que surge este estudo. A crise bancária é uma realidade ainda muito presente nos debates entre estudiosos e autoridades da área. As crises diferem de crise para crise e as suas causas são assim de difícil identificação. Este estudo propõe uma análise a nível do impacto que variáveis de cariz macroeconómico e do mercado financeiro têm no surgimento de crises. Pretende-se averiguar até que ponto a concentração, a regulamentação e instituições bancárias nacionais influem no surgimento de uma crise bancária. Usando dados associados a 69 países relativos ao ano de 2011, se deduziu que as crises bancárias têm menor probabilidade de ocorrência em economias com maior concentração bancária, mesmo havendo diferenças a nível das políticas de regulamentação bancária implementadas, competitividade gerada pelo caráter institucional dos países e condições macroeconómicas nos diferentes sistemas bancários do mundo. Os resultados encontrados indicam que políticas de regulamentação restritas e um sistema bancário caracterizado por grandes níveis de concorrência são fortes motivos geradores de fragilidade no sistema bancário. Nos períodos de estabilidade e períodos de crise, apesar das diferenças institucionais e regulamentares implementados por cada país, a concentração bancária é favorável à estabilidade e, por conseguinte, à não ocorrência de crise financeira. A concentração bancária e o crescimento do PIB são fatores determinantes no crescimento económico de um país afetando de forma expressiva a estabilidade dos sistemas financeiros. Durante períodos de estabilidade a concentração bancária surte efeitos positivos no crescimento económico na condição das instituições bancárias estarem restritas em algumas de suas atividades, no que respeita a poderem empreender e controlar outras entidades não financeiras. Durante períodos de crises, no qual se enquadra o presente estudo, a concentração bancária tem um efeito positivo no crescimento económico na situação em que a atividade bancária é pouco ou não restrita nas atividades das instituições financeiras.
Autores principais:Barros, Olga Cristina Amorim
Assunto:Fragilidade do sistema financeiro Concentração bancária Crises La fragilité du système financier La concentration des banques
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:É na falta de consenso no seio dos debates políticos e ideias conflituosas nas teorias económicas relativamente aos fatores que levam à crise que surge este estudo. A crise bancária é uma realidade ainda muito presente nos debates entre estudiosos e autoridades da área. As crises diferem de crise para crise e as suas causas são assim de difícil identificação. Este estudo propõe uma análise a nível do impacto que variáveis de cariz macroeconómico e do mercado financeiro têm no surgimento de crises. Pretende-se averiguar até que ponto a concentração, a regulamentação e instituições bancárias nacionais influem no surgimento de uma crise bancária. Usando dados associados a 69 países relativos ao ano de 2011, se deduziu que as crises bancárias têm menor probabilidade de ocorrência em economias com maior concentração bancária, mesmo havendo diferenças a nível das políticas de regulamentação bancária implementadas, competitividade gerada pelo caráter institucional dos países e condições macroeconómicas nos diferentes sistemas bancários do mundo. Os resultados encontrados indicam que políticas de regulamentação restritas e um sistema bancário caracterizado por grandes níveis de concorrência são fortes motivos geradores de fragilidade no sistema bancário. Nos períodos de estabilidade e períodos de crise, apesar das diferenças institucionais e regulamentares implementados por cada país, a concentração bancária é favorável à estabilidade e, por conseguinte, à não ocorrência de crise financeira. A concentração bancária e o crescimento do PIB são fatores determinantes no crescimento económico de um país afetando de forma expressiva a estabilidade dos sistemas financeiros. Durante períodos de estabilidade a concentração bancária surte efeitos positivos no crescimento económico na condição das instituições bancárias estarem restritas em algumas de suas atividades, no que respeita a poderem empreender e controlar outras entidades não financeiras. Durante períodos de crises, no qual se enquadra o presente estudo, a concentração bancária tem um efeito positivo no crescimento económico na situação em que a atividade bancária é pouco ou não restrita nas atividades das instituições financeiras.