Publicação
Avaliação e gestão do risco das pequenas e médias empresas
| Resumo: | A crescente complexidade dos mercados e a vulnerabilidade a riscos, tornam a gestão de risco um tema fundamental para a sustentabilidade das pequenas e médias empresas. Apesar da literatura apontar para a importância da formalização das práticas de gestão de risco, existem ainda muitas deficiências no conhecimento sobre os fatores que influenciam a sua implementação em contextos empresariais de menor dimensão. Este estudo tem como objetivo analisar quais as características organizacionais e comportamentais que influenciam a adoção e o grau de implementação de práticas formais de gestão de risco pelas pequenas e médias empresas portuguesas distinguidas como “Pequenas e Médias Empresas Excelência 2023”. A metodologia utilizada baseou-se numa abordagem quantitativa, através da aplicação de um questionário. Além disso, foram utilizados modelos econométricos de regressão logística (para a variável binária de adoção de práticas) e regressão linear múltipla (para o número de práticas adotadas), complementados com testes estatísticos bivariados e análises de diagnóstico dos modelos. Os principais resultados indicam que a perceção da importância da gestão de risco e a exposição a crises recentes estão significativamente associadas à adoção e ao maior número de práticas formais. O volume de negócios apresenta sinais positivos, com associações marginalmente significativas em algumas categorias. Em contrapartida, a dimensão e antiguidade da empresa, o tempo no cargo e a escolaridade do gestor, bem como as dificuldades financeiras, não revelaram efeitos estatisticamente significativos. Este estudo mostra que a gestão de risco nas pequenas e médias empresas é fortemente condicionada por fatores relacionados à complexidade da operação e à sensibilidade dos gestores para os riscos estratégicos. Assim, reforça-se a necessidade de iniciativas que promovam a formação e a consciencialização dos gestores sobre a importância da gestão de risco, contribuindo para uma maior resiliência organizacional. |
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| Autores principais: | Faria, Soraia da Costa |
| Assunto: | Gestão de risco Pequenas e médias empresas Adoção de práticas Fatores influenciadores Risk management Small and médium sized enterprises Adoption of practices Influencing factos |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A crescente complexidade dos mercados e a vulnerabilidade a riscos, tornam a gestão de risco um tema fundamental para a sustentabilidade das pequenas e médias empresas. Apesar da literatura apontar para a importância da formalização das práticas de gestão de risco, existem ainda muitas deficiências no conhecimento sobre os fatores que influenciam a sua implementação em contextos empresariais de menor dimensão. Este estudo tem como objetivo analisar quais as características organizacionais e comportamentais que influenciam a adoção e o grau de implementação de práticas formais de gestão de risco pelas pequenas e médias empresas portuguesas distinguidas como “Pequenas e Médias Empresas Excelência 2023”. A metodologia utilizada baseou-se numa abordagem quantitativa, através da aplicação de um questionário. Além disso, foram utilizados modelos econométricos de regressão logística (para a variável binária de adoção de práticas) e regressão linear múltipla (para o número de práticas adotadas), complementados com testes estatísticos bivariados e análises de diagnóstico dos modelos. Os principais resultados indicam que a perceção da importância da gestão de risco e a exposição a crises recentes estão significativamente associadas à adoção e ao maior número de práticas formais. O volume de negócios apresenta sinais positivos, com associações marginalmente significativas em algumas categorias. Em contrapartida, a dimensão e antiguidade da empresa, o tempo no cargo e a escolaridade do gestor, bem como as dificuldades financeiras, não revelaram efeitos estatisticamente significativos. Este estudo mostra que a gestão de risco nas pequenas e médias empresas é fortemente condicionada por fatores relacionados à complexidade da operação e à sensibilidade dos gestores para os riscos estratégicos. Assim, reforça-se a necessidade de iniciativas que promovam a formação e a consciencialização dos gestores sobre a importância da gestão de risco, contribuindo para uma maior resiliência organizacional. |
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