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Diferenças regionais no sucesso escolar dos alunos

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Resumo:A economia da educação estuda, desde sempre, como alocar melhor os recursos para promover uma educação de qualidade que resulte no sucesso escolar dos alunos. A presente investigação analisa os determinantes do desempenho escolar dos alunos portugueses, sejam características individuais, familiares, escolares, enfatizando a existência de diferenças regionais no seu sucesso. À semelhança do estudo Diferenças Regionais No Desempenho Dos Alunos Portugueses: Evidência Do Programa PISA da OCDE, de Pereira e Reis (2012), foram analisadas as diferenças regionais no desempenho entre 11 regiões portuguesas e as suas causas, utilizando dados do PISA 2018 e 2022 e alguns dados regionais do INE. Assim, não só se atualiza o estudo prévio, como se efetua uma comparação de resultados antes e depois da pandemia. A metodologia seguida baseou-se numa análise empírica dos dados, baseada na estimação de modelos de regressão linear múltipla. Para além disso, envolveu a decomposição da variância das classificações dos alunos de forma a compreender que variáveis explicam as suas notas e que justificam as diferenças regionais. A atualização do estudo não apresenta diferenças significativas face às conclusões de Pereira e Reis (2012), sugerindo a permanência dos problemas sistémicos no sistema de ensino e, do mesmo modo, propostas de políticas similares. Os resultados, coerentes em geral com a literatura, revelaram que as características familiares exercem uma maior influência nas notas dos alunos que as características escolares, apesar destas últimas também influenciarem as notas dos alunos. Observou-se uma heterogeneidade territorial, evidenciada em disparidades económicas, sociais e culturais, que se refletem nas notas dos alunos. Em 2022, as diferenças regionais aumentaram, tendo as escolas um papel na exacerbação das desigualdades em algumas regiões. As políticas educacionais atuais são insuficientes para reduzir as desigualdades, mas são necessárias. A pesquisa efetuada destaca a importância de considerar as diferenças regionais na formulação de políticas públicas.
Autores principais:Moreira, Carlos Alexandre Teixeira
Assunto:Determinantes de sucesso escolar Diferenças regionais Efeito pandémico Determinants of academic success Regional differences Pandemic effect
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A economia da educação estuda, desde sempre, como alocar melhor os recursos para promover uma educação de qualidade que resulte no sucesso escolar dos alunos. A presente investigação analisa os determinantes do desempenho escolar dos alunos portugueses, sejam características individuais, familiares, escolares, enfatizando a existência de diferenças regionais no seu sucesso. À semelhança do estudo Diferenças Regionais No Desempenho Dos Alunos Portugueses: Evidência Do Programa PISA da OCDE, de Pereira e Reis (2012), foram analisadas as diferenças regionais no desempenho entre 11 regiões portuguesas e as suas causas, utilizando dados do PISA 2018 e 2022 e alguns dados regionais do INE. Assim, não só se atualiza o estudo prévio, como se efetua uma comparação de resultados antes e depois da pandemia. A metodologia seguida baseou-se numa análise empírica dos dados, baseada na estimação de modelos de regressão linear múltipla. Para além disso, envolveu a decomposição da variância das classificações dos alunos de forma a compreender que variáveis explicam as suas notas e que justificam as diferenças regionais. A atualização do estudo não apresenta diferenças significativas face às conclusões de Pereira e Reis (2012), sugerindo a permanência dos problemas sistémicos no sistema de ensino e, do mesmo modo, propostas de políticas similares. Os resultados, coerentes em geral com a literatura, revelaram que as características familiares exercem uma maior influência nas notas dos alunos que as características escolares, apesar destas últimas também influenciarem as notas dos alunos. Observou-se uma heterogeneidade territorial, evidenciada em disparidades económicas, sociais e culturais, que se refletem nas notas dos alunos. Em 2022, as diferenças regionais aumentaram, tendo as escolas um papel na exacerbação das desigualdades em algumas regiões. As políticas educacionais atuais são insuficientes para reduzir as desigualdades, mas são necessárias. A pesquisa efetuada destaca a importância de considerar as diferenças regionais na formulação de políticas públicas.