Publicação
Criança, educação e formação de professores: conceção de infâncias em repertórios profissionais
| Resumo: | A infância é uma construção social e histórica, cuja compreensão influencia diretamente as práticas pedagógicas e a formação de professores na educação de infância. Partindo dessa premissa, esta dissertação investiga as concepções dos professores sobre a infância como um campo de pesquisa, explorando como esses profissionais constroem suas práticas e teorias a partir de suas experiências formativas e da interação com as crianças. A pesquisa tem como questão central: De que forma a compreensão da infância (experiências pessoais e conceções) influenciam as práticas pedagógicas, e o que isso revela sobre a atuação dos educadores? Para responder a essa questão, foi adotada uma abordagem qualitativa, utilizando a metodologia (auto)biográfica para analisar as experiências e narrativas de três educadoras de infância. O estudo baseou-se na aplicação de entrevistas semiestruturadas e questionários, além de uma revisão teórica fundamentada em autores como Sarmento (1994, 2005), Ariès (1981), Sarmento, T. (2002, 2017) e Leal da Costa e Sarmento (2018). A dissertação está organizada em quatro capítulos. Os resultados indicam que as concepções de infância dos educadores são fundamentais para a construção de suas práticas pedagógicas, influenciando desde a organização do ambiente escolar até a forma como estabelecem vínculos com as crianças e suas famílias. No entanto, foram identificadas dificuldades, como a ausência de reflexão crítica sobre essas concepções durante a formação inicial e a resistência de alguns profissionais em reavaliar suas práticas. Diante desses desafios, sugere-se que futuras pesquisas ampliem a análise para diferentes contextos educacionais e investiguem o impacto das concepções de infância sobre a experiência escolar das próprias crianças. Conclui-se que é essencial promover uma formação docente mais reflexiva e crítica, que considere a criança como sujeito de direitos e protagonista do próprio aprendizado. Dessa forma, espera-se contribuir para a construção de uma educação de infância mais inclusiva, participativa e alinhada às necessidades e realidades das crianças na contemporaneidade. |
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| Autores principais: | Nascimento, Lídia Lucia do |
| Assunto: | Infância Educação Infantil Formação de professores Conceções de infância Cultura da escuta Childhood Early Childhood Education Teacher training Conceptions of childhood Culture of listening |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A infância é uma construção social e histórica, cuja compreensão influencia diretamente as práticas pedagógicas e a formação de professores na educação de infância. Partindo dessa premissa, esta dissertação investiga as concepções dos professores sobre a infância como um campo de pesquisa, explorando como esses profissionais constroem suas práticas e teorias a partir de suas experiências formativas e da interação com as crianças. A pesquisa tem como questão central: De que forma a compreensão da infância (experiências pessoais e conceções) influenciam as práticas pedagógicas, e o que isso revela sobre a atuação dos educadores? Para responder a essa questão, foi adotada uma abordagem qualitativa, utilizando a metodologia (auto)biográfica para analisar as experiências e narrativas de três educadoras de infância. O estudo baseou-se na aplicação de entrevistas semiestruturadas e questionários, além de uma revisão teórica fundamentada em autores como Sarmento (1994, 2005), Ariès (1981), Sarmento, T. (2002, 2017) e Leal da Costa e Sarmento (2018). A dissertação está organizada em quatro capítulos. Os resultados indicam que as concepções de infância dos educadores são fundamentais para a construção de suas práticas pedagógicas, influenciando desde a organização do ambiente escolar até a forma como estabelecem vínculos com as crianças e suas famílias. No entanto, foram identificadas dificuldades, como a ausência de reflexão crítica sobre essas concepções durante a formação inicial e a resistência de alguns profissionais em reavaliar suas práticas. Diante desses desafios, sugere-se que futuras pesquisas ampliem a análise para diferentes contextos educacionais e investiguem o impacto das concepções de infância sobre a experiência escolar das próprias crianças. Conclui-se que é essencial promover uma formação docente mais reflexiva e crítica, que considere a criança como sujeito de direitos e protagonista do próprio aprendizado. Dessa forma, espera-se contribuir para a construção de uma educação de infância mais inclusiva, participativa e alinhada às necessidades e realidades das crianças na contemporaneidade. |
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